por Sérgio Freire (*)
Hoje ela é só memória que me trazida pelos rupestres do mundo vez por outra: amigos em comum, uma dedicatória num livro ou cd, uma música velha naquela rádio nostalgia.
Se alguém no futuro viesse a fazer a arqueologia de nosso amor, ficaria intrigado sobre como tantos vestígios fortes, como tantos rabiscos nas cavernas do afeto de repente sumiram, descontinuando tudo.
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A pergunta do arqueólogo seria a mesma minha: ‘o que aconteceu aqui que mudou o rumo das coisas? Onde tudo se perdeu?’.
É. Perde-se alguém quando se começa a perder o seu cotidiano. Sobram vestígios, papiros de nós se desmanchando no tempo…
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* Amazonense, é escritor, professor doutor e tradutor. Além de blogueiro. Escreve regularmente neste blog.
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