por Álvaro Cunha (*)
José Mujica, presidente uruguaio, popularmente conhecido como Pepe Mujica, deve assinar a lei que oficializa o consumo da “erva do diabo”, na semana que vem. O senado já deu sinal “verde” para a utilização da “marijuana”.
Mas sem muita festa, porque quem quiser dar um “tapa na pantera” tem que ser uruguaio ou residente; se preferir, pode plantar em casa até seis pés por domicílio. Clubes, com até quarenta e cinco sócios, podem cultivar até noventa e nove “plantinhas do mal”; e as empresas serão autorizadas a plantar em grande escala para abastecer o mercado. Olha que barato!
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Cabe ao governo a implementação. Ele [o governo uruguaio] será responsável pelo controle e fiscalização de toda a cadeia produtiva da maconha, mas a Junta Nacional de Drogas calcula que a maconha só deverá chagar às farmácias entre agosto e outubro de 2014, ou seja, está pertinho para os neo-hippies acenderem o “cachimbo da paz”.
A lei pretende atingir o mercado negro e tirar o consumidor das mãos dos traficantes. Por outro lado, o governo reconhece que é uma aposta sem garantia — uma espécie de cheque em branco aos usuários — tanto que admite ajustes no meio do caminho.
Ainda no século passado, nos anos 50, o Uruguai já era chamado de “a Suíça da América Latina”. Era um lugar pequeno e opulento. Sua riqueza era parecida um pouco com a da Argentina, sem a maldição do peronismo ‘xing ling’ de Cristina Kirchner.
A ilustre nação Cisplatina realmente assumiu a vanguarda e resolveu liberar geral o plantio, a venda e o consumo da “pernambucana”. Os planos do governo são de produzir 81 mil kg de maconha por ano, para atender mais de 150 mil “apreciadores da macaca”.
Os especialistas não-conservadores dizem que a maconha faz menos mal que o álcool [não creio, sou careta; um abstêmio desde 24 de janeiro de 1976]. Certamente vai crescer muito o turismo da galera que curte dar uma “viajada”. O problema é a “larica”, mas tudo bem, isso é o de menos, eles acham uma solução rapidinho pra isso.
Conversei, ontem pela manhã, com um PM aqui mesmo em São Paulo, pertinho de casa. Ele me jurou de pés juntos que depois da chegada da cocaína e do crack, tinha saudade da maconha! “Pelo menos todo mundo usava óculos escuros e ficava com aquele sorrisão nos lábios”, [Hahaha…].
That’s all folks!
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* Santareno, é pós-doutor em etno-antropo-linguística. Reside atualmente em São Paulo. Escreve regularmente neste blog.