Jeso Carneiro

Juiz nega pedido do MPF e mantém Gerdeonor no comando da Acorjuve

Justiça nega pedido do MPF e mantém Gerdeonor no comando da Acorjuve, gerdeonor Santos
Gerdeonor Santos, mantido no comando da Acorjuve

Gerdeonor Pereira do Santos, número 1 da milionária Acorjuve (Associação das Comunidades da Região de Juruti Velho), do município de Juruti, vai continuar no comando da entidade.

É que a Justiça indeferiu o pedido feito pelo MPF (Ministério Público Federal) de afastamento dele do cargo de presidente por conta do caso conhecido como escândalo das casas populares de Juruti Velho.

A decisão foi proferida na segunda-feira, 25, pelo juiz Érico Pinheiro, da 2ª Vara Federal em Santarém.

Para o magistrado, o pedido feito pelo MPF “não possui pertinência [nexo] com objeto desta lide [ação], que é a “má aplicação de recursos repassados pelo Incra”.

“Má aplicação de recursos não pertinentes com entidade federal deve ser objeto de ação própria, a ser proposta perante juízo competente. Assim, indefiro o pedido de liminar”, justificou Érico Pinheiro.

O juiz, a pedido do MPF, já determinou a indisponibilidade dos bens de Gerdeonor Santos e vedou o acesso dele às contas bancárias da Acorjuve.

A associação recebe cerca de 500 mil reais de royalties por mês da mineradora Alcoa, dinheiro que deve ser revertido em benefício das famílias residentes no projeto de assentamento extrativista de Juruti Velho.

Segundo o MPF, Gerdeonor estaria utilizando esse dinheiro para se “eternizar” no comando da Acorjuve e burlando a ordem judicial, “por meios indiretos”, de acesso às contas da associação, causando a ela enormes “prejuízos”.

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