Jeso Carneiro

Orçamento de Juruti de 2018 destina R$ 100 mil para residência do prefeito

Orçamento de Juruti de 2018 destina R$ 100 mil para residência do prefeito, Henrique Costa, Juruti

O prefeito de Juruti, Henrique Costa (PT), terá 100 mil reais dos cofres públicos, para pagar despesas de manutenção e alimentação de sua residência ao longo dos próximos 12 meses – janeiro a dezembro. Caso esse montante não seja suficiente, o petista poderá abrir crédito suplementar de até mais 50%.

Esses valores estão incluídos no orçamento de 2018, aprovado pela Câmara dos Vereadores, em sessão comandada pelo vice-presidente da Casa, Carlos Alberto (DEM), no dia 26 de dezembro último. Carlos Alberto foi reeleito em 2016 na aliança de oposição ao atual prefeito jurutiense.

O presidente da Câmara, Marisson Garcia (PT), não compareceu à sessão por estar preso em Santarém em conseqüência da operação Suplício de Tântalos.

O valor global do orçamento aprovado para 2018 foi de R$ 147,9 milhões, dos quais R$ 4 milhões estão reservados para despesas do Gabinete do Prefeito. Entre elas, a de “manutenção da residência oficial” de Henrique Costa.

Os 100 mil reais destinados aos gastos com a residência oficial são, segundo especificado no orçamento, “para os insumos necessários para bem receber todos os que a ela se dirigirem”.

Como a lei orçamentária aprovada dispõe que o Executivo pode abrir crédito suplementar até o limite de 50% da despesa geral, Henrique Costa ainda poderá gastar até 50 mil reais no ano com insumos para sua residência.

Para a casa do vice-prefeito, West Lima (PT) não foi previsto nenhum centavo. Os dois têm casa própria no município.

O salário do gestor jurutiense é de R$ 13 mil; o do vice-prefeito, R$ 9 mil. Ainda que do mesmo partido, Henrique e West estão rompidos politicamente.

OUTRO LADO

Alcançado pelo portal Jeso Carneiro, Henrique Costa disse que os 100 mil reais para a residência oficial do prefeito “é previsão orçamentária que sempre existiu” em Juruti, “desde os governos anteriores aos meus”.

“É previsão, não é recurso financeiro. É possibilidade autorizada por lei para não se tornar ilegal, caso se faça necessário”, arrematou.

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