
O PSOL fará a sua estreia na urnas de Juruti, oeste do Pará. Pela primeira vez na história do município, o partido lançará candidato a prefeito. E será no pleito eleitoral do próximo ano.
Em reunião realizada nesta sexta-feira (6), na comunidade de Juruti Velho, foi lançado publicamente o nome de Gerdeonor Santos, que se desfiliou há pouco tempo do PT.
Ele é presidente da Acorjuve, entidade que reúne as comunidades do projeto de assentamento extrativista Juruti Velho, e que recebe polpudos recursos mensais da Alcoa, a título de participação na lavra da bauxita que a mineradora realiza no município.
Gerdeonor cravou neste ano o 5º mandato consecutivo à frente da Acorjuve — que até maio de 2019 já havia recebido R$ 55 milhões da Alcoa.
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Hoje, foi dado início também em Juruti Velho a uma ação de filiações de moradores ao PSOL, em meio ao lançamento da pré-candidatura de Gerdeonor a prefeito.
Cenário dos sonhos
É este o cenário que Gerdeonor enxerga como ideal para se sagrar prefeito em outubro de 2020:
— Que tenha no mínimo 5 candidatos a prefeito;
— Que ele consiga em torno de 4 mil votos na área urbana de Juruti;
— E obtenha 5 mil votos na região de Juruti Velho.
Na eleição de 2016, que contou 3 candidaturas a prefeito, o atual ocupante do cargo, Henrique Costa (PT), venceu a disputa com 12.428 votos (49% dos votos válidos). O ex-prefeito Marquinho Dolzanes (PSD) obteve 11.748 votos. E ficou em 2º lugar.
Dois santarenos fazem parte do núcleo duro da candidatura de Gerdeonor: o professor da Ufopa e sociólogo Everaldo Portela e o advogado Dilton Tapajós.