
Contraponto da leitora que se assina Marlene Soares Pergola ao artigo Óbidos: a mais portuguesa da Amazônia. Mas até quando?, de Rômulo Viana:
Sorte do companheiro servidor público federal, que com seu salário em dias, consegue escrever e pensar nos casarios que marcam uma época da história da ocupação da Amazônia, com sinais lusos muito presentes.
Debruçar na janela do presente, contemplando o passado , sem poder escrever seu presente, é viajar sem rumo como as caravelas portuguesas.
O saudosismo não me parece parâmetros para balizar uma sociedade que precisa evoluir. Óbidos parou no tempo infelizmente. Contempla uma cultura de poucos e a maioria vive à margem dessa linguagem. Não se pode comparar casarios com Carnaval, muito menos diminuir uma perante a outra. A identificação de uma cultura são um conjunto de tradições e costumes que somados formam a história de um povo.
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Antigamente nas missas da matriz de Santana que bonitos véus e lindos leques usavam as senhoras, uma cultura que sumiu. Pergunto: uma central de ar não é melhor e mais democrático?
É muito bom falar de cultura, se preocupar com casarios, mas efetivamente o que fazemos além da preocupação. Acusar gestores como os únicos responsáveis? A Acob [Associação Cultural de Óbidos] precisa ser povo, o que nasce elitizada, contra senso da cultura, jamais será guardiã de quaisquer cultura. Até porque cultura não se impõe, se vive e compartilha.
Os clãs culturais sempre falarão sozinhos e buscarão culpados por tudo. É claro, costa mais larga que de gestor, só do próximo a assumir. Existe uma distância imensa entre os discursos culturais dos imortais e suas práticas.
Adoram as maravilhas da modernidade, moram em casas modernas e adaptadas às novas tecnologias, e pregam há outros que o passado e o desconforto é bom, porque é cultura. Vamos repensar culturalmente Óbidos. Saga portuguesa.