
por Jeso Carneiro (*)
Isamarc Soares, 50 anos, é um dos réus no processo, em fase de cumprimento de sentença, em que foram condenados 5 vereadores por terem embolsados diárias ilegalmente da Câmara Municipal de Óbidos, oeste do Pará, nos anos de 1999 e 2000.
A Casa à época era presidida por Homero Jairo Figueira de Sousa, cabeça e operador do esquema.
Por isso, foi-lhe aplicada a pena mais dura: multa de R$ 20 mil (com correção monetária e valor corrigido), impedimento de exercer qualquer função pública, cassação dos seus direitos políticos por 4 anos e devolução dos valores corrigidos das diárias surrupiadas.
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Os outros 4 condenados foram penalizados apenas com a devolução dos valores das diárias subtraídas à mão de gato dos cofres públicos.
Isamarc Totozinho Soares é um desses réus.
Ele faz parte daquele grupo político em Óbidos que se intitula, à luz do sol e aos badalos dos sinos de Sant’Anna, defensor da moral e dos bons costumes. Prega honestidade, cobra ética, atira pedra nas genis e madalenas da cidade.
À sombra, nos porões, no submundo, como nos revelou o Ministério Público do Pará nos autos da ação civil pública (nº 0000161-87.2005.8.14.0035), Isamarc tem outro comportamento. De gatuno.
Age igual ratazana quando o queijo é verba pública.
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Ano passado, a Justiça fez as contas e atualizou o valor a ser devolvido pelo parlamentar do PRB, exatos R$ 9.144,81.
Tudo às claras. Não é assim que o defensor da moral e dos bons costumes gosta?
— * É repórter e editor do blog.