Jeso Carneiro

Advogado aciona São Raimundo na Justiça

Advogado, José Edibal Cabral comenta o post Apagão alvinegro: quem explica?:

Meu caro Paulo Lima, estava esperando por esta oportunidade para fazer um histórico do clube e comentar sobre a pífia campanha do meu querido São Raimundo.

Sou dirigente, conselheiro do clube, meu pai foi presidente do clube, Jubal Cabral, nos idos da decada de sessenta, foi aí que aprendi a torcer por este grande clube. Meu pai me levava para o estádio que ficava na avenida São Sebastião esquina coma Turiano Meira, onde assistir a grandes jogos entre os clubes da época, São Raimundo, São Francisco, São Cristovão, Náutico, Flamengo, Norte Clube, Veterano, Bonsucesso e América.

Um torcedor apaixonado pelo clube, vi meu pai tirar dinheiro do seu próprio bolso para ajudar os jogadores, como Inacinho, Bosco, Mazinho, Surdão, Amiraldo, Piraca, Jurandi, Pedro Olaia, Pedro Nazaré, Cabinho, Donaldo, Paraguai, Santos, entre outros valorosos atletas. Contemplei a administraçao de grandes dirigentes como Everaldo Martins, este sim um “louco alvinegro”, Antonio Pereira, Davi Natanael.

Mas, vejo com tristeza dirigentes se auto afirmando donos do clube, e outros baixando a cabeça, fazendo vista grossa para os desmando administrativos que o clube enfrenta, sem prestaçao de contas, sem representatividade, verdadeiro amadorismo.

Sim, houve as eleições e foi aclamado a já decadente diretoria que perdura 12 anos. O presidente é um dirigente com perfil autoritário, que detém poderes espúrios, sem planejamento, sem quadro de sócios, uma verdadeira bagunça administrativa, daí a fraca campanha. Como disse meu amigo Cristovam Sena: “O futebol não tem lógica, quando o vento bate a favor, não tem quem segure”, comentando sobre a campanha do São Raimundo em 2009.

Como advogado, entrei com ação judicial cancelando as últimas eleições e as arbitrariedades desta diretoria. O São Raimundo é da massa alvinegra e não de meia dúzia de dirigentes.

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