Jeso Carneiro

O que virá depois do Estado mínimo?

Milton Friedman

Doutor em Comunicação Social, Samuel Lima (foto) faz contraponto ao post Leitor defende privatização das estatais:

Há que se avançar nos mecanismos de controle, profissionalização e transparência na gestão da coisa pública. Há serviços que nas mãos do mercado, como o exemplo das teles privatizadas, também não significam qualidade e bons serviços. Nem tanto a terra, nem tanto ao mar.

O mesmo Milton Friedman que inspirou a política ultraliberal nos EUA não estava vivo para ver o governo federal, na pátria-mãe do capitalismo mundial, socorrer banqueiros, escroques e especuladores quando o castelo de cartas do mercado imobiliário faliu, com mais intensidade a partir de julho de 2007, quando as gigantes do setor Fannie Mae e Freddie Mac deram sinais de falência.

Em setembro daquele ano, a quebra do Lehman Brothers, o quarto maior banco de investimento estadunidense, acendeu de vez a luz vermelha – e a crise financeira se espalhou pelo planeta, atingindo em cheio a Europa (com sobras pra todo lado, inclusive Brasil e BRICS).

A teoria do Estado mínimo colapsou, mano. Em seu lugar, economistas renomados ainda não conseguiram elaborar uma teoria mais consistente. Sabe-se apenas que o Estado precisa preservar pra si um papel de moderador do apetite do mercado… Um tremendo debate.

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