Leitor defende privatização das estatais

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O post Pesquisa CNT/MDA: Dilma se mantém na liderança provocou o comentário abaixo, da lavra do leitor que se assina Eddy Lopes:

Precisamos urgentemente privatizar todas as estatais, com coerência no valor de mercado de cada uma e investirmos com sabedoria esse capital.

Quem ainda é inocente de acreditar que a nossa política amadora, seja PT, PSDB, PSB, PMDB…, é capaz de gerir empresas como se fosse na iniciativa privada?

Essas estatais só servem pra cabide de empregos, apadrinhamentos políticos e desvio de dinheiro pra caixa 2.

Precisamos urgentemente montarmos um governo enxuto e eficiente para administrar a arrecadação de impostos e os serviços públicos essenciais ao povo brasileiro.

Privatização, já.


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8 Responses to Leitor defende privatização das estatais

  • Sem Estado não é anarquia. É autodeterminação, socialismo, comunismo. O Estado Mínimo é o máximo de desapropriação pública, autoritarismo ideológico e corrupção privada.

  • “Mas, mais que isso, estas empresas financiam vários empreendimentos que fazem parte da sua cadeia produtiva e comercial, tanto de caráter privado quanto público, além de investir em projetos sociais e tecnologias que ajudam a construir um futuro melhor para o país”.

    Você defendeu o seu ponto de vista muito bem, Valber.

    A privatização, conforme o modelo gerencialista que vinha sendo aplicado desde os meados da década de 90, não deu certo no Brasil e em nenhuma parte do globo. A postura distanciada do Governo como mero regulador/fiscalizador após a delegação de atribuições para o setor privado assumida com esse modelo político/econômico deu origem a exemplos de causar verdadeiro horror pela repetitiva má aplicação de recursos, pelo desrespeito aos direitos dos cidadãos com a oferta cada vez pior de serviços de telefonia/internet, de abastecimento de água e fornecimento de energia elétrica em diversas capitais. O Poder Público não só deve, como não pode se ausentar da economia de mercado, principalmente quando se considera os serviços de utilidade pública, até mesmo a fim de agir eficientemente para o seu equilíbrio e para atender às necessidades da população. Lembrem-se de que a iniciativa privada pouco se interessa pelo povo. Seu único compromisso é o lucro, somente isso.

    As empresas públicas e sociedades de economia mista são extremamente importantes, principalmente quando se considera o aspecto social de suas atuações. Muitas delas desenvolvem projetos importantes de inclusão e de desenvolvimento sociais. Ver o exemplo dos Correios, uma das estatais que continua a dar lucro, e altos lucros, para o governo federal. Os Correios estão em todos os municípios do Brasil, com quase seis mil agências próprias. Passaram anos sem investimentos que agora estão sendo feitos de maneira razoável para mantê-los em funcionamento. A proposta é deixá-los aos moldes dos Correios da Itália, que é uma potência em termos de serviços. Os Correios da Itália oferecem serviço de telefonia móvel, criaram banco próprio e têm também seguros aos seus clientes. Os Correios do Brasil caminha nessa trilha. Foi graças à criação do projeto Banco Postal, por exemplo, que milhares de brasileiros puderam ter acesso aos serviços bancários, estes até então restritos àqueles que tinham uma boa quantia em dinheiro para a abertura de uma conta corrente. Os Correios desenvolveram o serviço do V-Post que dever diminuir muito os gastos com tempo e papel na emissão de documentos oficiais dos Tribunais de várias partes do Brasil. Além disso, os Correios, por ser público, tem o compromisso de levar a correspondência e encomendas aos lugares mais distantes desse imenso país. A empresa privada só investe onde pode dar lucro, isso é fato, e ela não vai onde poucos fazem uso dos serviços postais.

    Acredito que para se defender algo é preciso conhecer o assunto com o profundidade e isso só é possível por meio de estudo e de muita leitura. A afirmação “conhecimento é poder” cai muito bem para aqueles que não querem se deixar enganar por falácias como estas dos simpatizantes do PSDB, amantes do perfil mercenário da privatização. Pesquisem e dialoguem para não serem tapeados por declarações tão absurdas como determinados partidos costumam fazer.

    Quanto à panfletagem, posso dizer que ela sempre existiu nos órgãos públicos, inclusive nos federais, antes mesmo do governo do PT. O que falta mesmo é melhor qualificação e comprometimento dos nossos agentes públicos, saber da responsabilidade que é ser um gente público, de trabalhar para a nossa nação. O concurso público é um dos importantes mecanismos para acabar com o paternalismo, mas ainda não é suficiente. Temos que diminuir os cargos de confiança, os ditos DAS, que acabam por colocar muita gente incompetente nos órgãos. Meritocracia para quem se dedica e se prepara e fiscalização por parte do povo são indispensáveis para o aprimoramento da Administração Pública envolvendo todos os poderes.

    1. Paulo, é exatamente nisso que tenho insistido com o pessoal aqui no blog, é preciso se informar direito para que possamos, de fato, emergir para uma consciência cidadã e democrática. Ficar preso a posturas ideológicas e, muitas vezes, posturas ideológicas raivosas -o que não é o caso do colega que escreve o post-, e escrever com base em preconceitos não ajuda o processo educativo que deveria emergir do bom debate de ideias e que deveria ser o mote de uma sociedade verdadeiramente democrática. Aquele abraço!

  • Eddy, permita-me discordar de você…Vamos por parte….
    Quando você se refere à privatização, é bom que se diga que o fato de uma grande empresa estatal emitir ações em bolsas de valores já significa um processo de privatização de parte do seu patrimônio e da sua gestão. No mais, as parcerias público-privadas também são processos de privatização. Entretanto, a privatização a que você se refere se mostrou um desastre no Brasil e em todo o mundo, inclusive em santuários capitalistas como a Inglaterra -onde o melhor sistema de saúde do mundo foi reduzido a um dos piores- e os Estados Unidos -onde a privatização da segurança pública e do setor energético tem representado uma das maiores fontes de sangria de recursos públicos depois da indústria armamentista. De fato, um breve passeio pela literatura sobre neoliberalismo lhe dirá que os resultados desta aventura foram somente a concentração de riqueza e de capital, o aumento da corrupção e das relações incestuosas entre o poder público e o privado, além de um esvaziamento do poder do Estado e da capacidade de regulação do mercado pela sociedade. Em outras palavras, houve uma concentração de poder político, jurídico e econômico ao longo das últimas três décadas nas mãos do empresariado, ao mesmo tempo em que se deu um esvaziamento do poder dos trabalhadores e da sociedade mundo a fora. Outrossim, há um mito disseminado na cabeça da população de que a corrupção é própria da esfera pública, o que é um equívoco muito grande: a corrupção mais endêmica existe no interior das grandes corporações e empresas privadas, mesmo porque é mais difícil o controle público sobre estas instituições. Aí, a corrupção assume diversas nuances, desde a de desvio de recursos por parte de executivos até a formação de quadrilhas que envolvem estes executivos e membros dos poderes públicos -judiciário, executivo e legislativo- para tungar recursos públicos. Ninguém, hoje, em sã consciência -a não ser o Aécio Neves, que, segundo os boatos, é difícil de encontrar consciente, e sua trupe de economistas bandoleiros- defenderia privatização de qualquer coisa, uma porque o modelo de parceria público-privado se mostrou o mais eficaz neste sentido e, outra, porque foi este receituário que levou à derrocada das economias –e das sociedades- europeia e norte-americana desde 2008. Se o mercado fosse tão eficiente, como prega a mitologia neoliberal, o próprio mercado teria salvado as empresas em crise e evitado a débâcle que atingiu os centros da economia capitalista em 2008. Porém, como sempre ocorre, quem salvou esta economia, quem saiu em socorro das empresas em crise, não foi o mercado, mas sim o Estado. E quando o Estado entra em jogo para salvar empresas falidas isso significa apenas uma coisa, meu amigo: transferência de riqueza pública, de dinheiro que sai do nosso suado trabalho, para salvar empresário corrupto e inescrupuloso. Em outras palavras, as crises capitalistas representam os momentos de maior transferência de riqueza pública para a esfera privada. É saque da riqueza coletiva, da riqueza da nação. Não é à toa que de 2008 para cá, em meio a toda a crise capitalista, o número de milionários e bilionários no mundo, inclusive no mundo em crise -Europa e EUA-, aumentou, na mesma proporção em que aumentou o número de pobres, miseráveis, famintos e desempregados nestes países e no mundo. Não posso deixar de registrar ainda, caro Eddy, que o nosso modelo de privatização foi o pior do mundo: qual é a lógica racional de eu querer vender um patrimônio meu e emprestar o dinheiro ao comprador para que ele me compre? Pois foi o que aconteceu, sem falar dos preços absurdamente irrisórios pelos quais estas empresas foram vendidas, o que se traduziu, como não poderia deixar de ser, apenas em perda de receita e, como consequência final, falência do Estado, o que se deu por três vezes na era FHC. Por fim, Eddy, afirmar que “essas estatais só servem pra cabide de empregos, apadrinhamentos políticos e desvio de dinheiro pra caixa 2” só não é uma deslealdade intelectual porque sei que você não fala como um especialista da área, mas como um cidadão que fica chocado diante dos acontecimentos de corrupção que, muitas vezes, atingem estas empresas. Porém, se retirarmos o peso da exploração eleitoral destes casos e olharmos com mais serenidade não poderemos reduzir a importância destas empresas a isso que você aponta. O fato de gerar empregos já é algo positivo para uma sociedade como a nossa. Mas, mais que isso, estas empresas financiam vários empreendimentos que fazem parte da sua cadeia produtiva e comercial, tanto de caráter privado quanto público, além de investir em projetos sociais e tecnologias que ajudam a construir um futuro melhor para o país. E, claro, a importância das mesmas vai além. Não podemos, evidentemente, perder a capacidade de fazer a devida crítica, mas quando a crítica é somente negativa ela se torna panfletagem e não, efetivamente, crítica. Um abraço e desculpe o texto longo.

  • J.P.A.U. NOS POLÍTICOS CARA DE PAU - TOMA AQUI UM FRASCO DE PEROBA GRÁTIS!!! disse:

    A privatização do que é público só na cabeça mesmo de banqueiros, doleiros ou figuraças como Daniel Dantas (tantas), etc. O que é do povo é do povo, precisamos aprimorar a gestão pública no país criando mecanismos para defender o que é do povo por direito. A privatização é um roubo contra a população, principalmente, a menos favorecida. Basta ver, que mesmo a Petrobrás não sendo totalmente privatizada, ela beneficia principalmente seus acionistas, em detrimento de milhões de brasileiros que dependem de combustíveis para sobreviver. Mesmo na atualidade, já com tantas empresas privatizadas, vemos a sangria de trilhões (QUE DEVERIAM SER DO POVO) indo parar nas contas de “meia dúzia”, enquanto que se fosse uma empresa estatal de interesse público como a Carta Magan manda, muito se poderia fazer para combater o desemprego e a miséria que assola o país de Lula/Dilma atolado na maldita concentração de renda da tucanalha, da maldita PRIVATARIA TUCANA que afundou o país e que não conseguem vencer apesar das muitas conquistas. PRIVATIZAÇÃO É SÓ PRA UNS POUCOS: ESTATIZAÇÃO JÁ ,DE TUDO! INCLUINDO BANCOS ESTRANGEIROS.

  • “Se puserem o governo federal para administrar o Deserto do Saara, em cinco anos faltará areia.” A frase é do economista americano Milton Friedman (1912-2006), ganhador do Nobel de 1976 resume bem a qualidade da administração pública.

    1. Meu caro Felipe,

      Há que se avançar nos mecanismos de controle, profissionalização e transparência na gestão da coisa pública. Há serviços que nas mãos do mercado, como o exemplo das Teles privatizadas, também não significam qualidade e bons serviços. Nem tanto a terra, nem tanto ao mar.

      O mesmo Milton Friedman que inspirou a política ultraliberal nos EUA não estava vivo para ver o governo federal, na pátria-mãe do capitalismo mundial, socorrer banqueiros, escroques e especuladores quando o castelo de cartas do mercado imobiliário faliu, com mais intensidade a partir de julho de 2007, quando as gigantes do setor Fannie Mae e Freddie Mac deram sinais de falência. Em setembro daquele ano, a quebra do Lehman Brothers, o quarto maior banco de investimento estadunidense, acendeu de vez a luz vermelha – e a crise financeira se espalhou pelo planeta, atingindo em cheio a Europa (com sobras pra todo lado, inclusive Brasil e BRICS).

      A teoria do Estado mínimo colapsou, mano. Em seu lugar, economistas renomados ainda não conseguiram elaborar uma teoria mais consistente. Sabe-se apenas que o Estado precisa preservar pra si um papel de moderador do apetite do mercado… Um tremendo debate.

      Saudações,

      Samuca

  • Caros,
    É uma alternativa.
    Reduzindo o tamanho do Estado, reduz o “mercado” de favorecimentos. Não dá para aceitar que os “executivos” de empresas públicas sejam cabos eleitorais. Não dá para aceitar que as empresas públicas funcionem como caixas de partidos políticos. Por fim, não dá para aceitar a “privatização” de empresas mantidas com dinheiro público.

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