Jeso Carneiro

Restart com pimenta no Amazonas

Do leitor que se assina Sousa, sobre o post Pará pode virar samba no Amazonas:

Eu sou de Santarém, e moro em Manaus há 35 anos. Sou diretor de Comunicação da Escola de Samba Unidos do Alvorada, que ficou em quarto lugar no desfile das escolas do grupo especial do Carnaval do Amazonas.

Eu falei aqui em Manaus com o Sérgio [Farias] em um de nossos ensaios. E vou ser um dos que irão tentar convencer a diretoria da nossa escola a emplacar o enredo que irá mostrar a importância do povo do Pará no Amazonas.

“QUEM COM FERRO FERE, COM FERRO SERÁ FERIDO”, já dizia a minha vó, devota de Nossa Senhora de Fátima, aí no bairro da Aldeia. Pois é. Recentemente o prefeito de Manaus, Amazonino Mendes, dirigiu-se de forma preconceituosa a uma paraense, moradora de área de risco aqui em Manaus. O Brasil todo tomou conhecimento do fato.

Agora os amazonense é que sentiram o preconceito na pele. E poderam ver como isso é ruim. Como nós paraenses, residentes em Manaus, nos sentimos com as piadas de mau gosto.

O conjunto musical RESTART, formado por 4 adolecentes, e que é sucesso entre os nossos jovens – vocês devem conhecer aí – ao serem questionados se havia alguma cidade que eles gostaria de se apresentar, e o baterista da banda disse: “EU GOSTARIA DE TOCAR NO AMAZONAS. DEVE SER LEGAL TOCAR NO MEIO DA FLORESTA. EU NEM SEI COMO É A GENTE DE LÁ. NEM SEI SE EXISTE CIVILIZAÇÃO POR LÁ”.

Meus amigos, os amazonenses estão putos da vida com a banda, e estão exigindo que a banda se retrate. E um detalhe: a banda já está com show marcado para Manaus no dia primeiro de abril.

É como diz o ditado: PIMENTA NO … DOS OUTROS, É REFRESCO.

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Nota do editor: Veja o vídeo que provocou essa polêmica:

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