Do professor universitário Valder Almeida, sobre o post Candidato prestigia evento de ex-vereador:
Era para o Marco Aurélio ter se tornado a maior liderança petista de Santarém. A sua primeira, e única, vitória para vereador pelo PT em meados dos anos 90 foi o resultado de uma das mais belas campanhas da militância petista da cidade. Até arrastões da militância com o nome do então candidato a vereador ocorriam na falecida praia da Vera Paz.
Ele também despontava como uma promessa de intelectual, e intelectual orgânico (dada a sua predileção pela literatura gramsciana), quadro que faltava para o Partido dos Trabalhadores na cidade. Com uma forte militância, um capital social e intelectual elevados, não é excesso dizer que o Marco Aurélio tinha tudo para se tornar um verdadeiro estadista.
Por isso, havia uma grande expectativa com a sua atuação na Câmara, de onde se imaginava que ele sairia consagrado e partiria direto, como candidato natural do partido, para a prefeitura.
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Quem conhece a história sabe que a queda foi grande. O Marco não soube administrar o grande capital que acumulou. Distanciou-se das bases e de muitos amigos, tornou-se arrogante, derrapou em muitas atitudes, o seu desempenho na Câmara foi fraco (para dizer o mínimo) e a esperança de intelectual cosmopolita (candidato a estadista) se mostrou quedada ao provincianismo mais rude.
Por tudo isso, a desilusão tomou conta da militância que o apoiou e isso o impediu de se reeleger para o cargo. Os movimentos políticos que realizou em seguida, sempre numa busca desesperada por mais uma vaga na Câmara Municipal – saiu do PT, foi para o PPS, formou aliança com antigos desafetos políticos, depois entrou para o PSDB – somente reforçaram a má impressão que ele causou na sua passagem como vereador e que destruiu todo o seu capital que o credenciava como um grande político.
Lamento, caro colega Marco Aurélio, mas eu não poderia deixar de relembrar esta história.