Jeso Carneiro

"A cultura paraense não é medíocre"

Contraponto da leitora que se assina Márcia Carvalho ao artigo Terruá e o cachê do Tapajós, da lavra de Nelson Vinencci:

Lamentável que algumas pessoas queiram colocar o Terruá Pará no meio da polêmica sobre a divisão do Estado. O show reúne 45 artistas de várias vertentes musicais e mostra o quanto a cultura paraense é rica. Só não vê quem não quer.

Para quem não lembra, o Terruá surgiu em 2006, muito antes da discussão sobre divisão do Estado. Mas o PT não deu continuidade. E agora que está sendo retomado, arranca elogios de gente como Nelson Motta, uma das maiores autoridades musicais do Brasil. Ele estava na plateia do show em SP e amou nossa incrível mistura de ritmos. A ponto de eleger a cena musical paraense como a mais interessante do Brasil na atualidade, em entrevista à revista Isto É Gente.

Outros veículos nacionais, como Folha de SP, Bravo! e Trip também elogiaram os artistas paraenses, que estão conquistando o público em shows e festivais pelo Brasil afora.

Reduzir a grandeza dessa música à mera estratégia pelo “sim” ou pelo “não” à divisão do Pará (que tem muito mais interesses em jogo do que supõe nossa vã filosofia) é chamar a cultura paraense de medíocre, e isso ela não é, tenho certeza.

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