Folha de S. Paulo
O Ministério Público enviou uma recomendação à Ancine (Agência Nacional de Cinema) pedindo que o filme sobre a vida do ex-ministro José Dirceu [foto] não se transforme numa obra de apologia e culto à personalidade feita com dinheiro público.
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Na recomendação, o procurador do Ministério Público junto ao TCU (Tribunal de Contas da União) Marinus Marsico chamou atenção para o fato de o filme ser viabilizado através de recursos públicos e tratar de um político de “renome, ainda vivo”.
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“Recomendo atentar (…) para o atendimento aos princípios constitucionais da impessoalidade e moralidade, de forma a evitar que a obra constitua em apologia e culto à personalidade (…) considerando que essa iniciativa envolve renúncia de receitas públicas”, diz trecho do ofício enviado ao presidente da Ancine, Manoel Rangel.
Produzido pela Tangerina Entretenimento, da cineasta Tata Amaral, “O Vilão da República” deve tratar do período que Dirceu foi chefe da Casa Civil até a condenação no julgamento do mensalão.
Leia mais em Procurador quer controlar filme sobre vida de Dirceu.