
Neste 16 de abril, o violonista Sebastião Tapajós completa 72 anos, “graças ao bom Deus”, diz.
Dedilhando violão, já são 62 anos de estrada, dos quais 56 viajando pelo mundo levando a sua arte.
Por e-mail, ele topou o desafio de responder 7 perguntas (uma para cada década vivida) para o blog.
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Confira abaixo:
1) Agora, com 72 anos, quais os sonhos a perseguir antes de completar os 80, daqui a 8 anos?
Realizar o novo projeto, já em andamento: uma coletânea de 4 CDs e 1 CD com músicas inéditas, composto por um livro contando a história da minha vida e algumas partituras escritas.
2) Um músico septuagenário, de renome internacional, diria o que a um jovem que está iniciando agora a vida artístico-musical?
Estudar muito, pois a música é um sacerdócio.
3) Quem no Brasil, no Pará, em Santarém anda fazendo música de ótima qualidade e que aconselharias o público ouvir com atenção?
Todo mundo procura fazer com qualidade e cada um de nós tem seu limite. No Brasil, Hermeto Pascola; no Pará, Nilson Chaves, e Santarém, Nato Aguiar.
4) Você andou mergulhando nos acordes da guitarrada. Como tem sido essa experiência? O que a guitarrada tem lhe ensinado como expressão musical?
A guitarrada é uma música espontânea, e o resultado em termos de crítica são ótimos. O CD “Aos da Guitarrada” está sendo lançado em 32 países.
5) Nessas 7 décadas de vida, olhando para trás, o que você mais sente falta? Por quê?
Sinto falta da agilidade da mocidade. Porque … nem preciso responder.
6) O que, nessas 7 décadas, ainda não tiveste tempo de ouvir e que te inquieta por isso?
Toda a obra de Sebastião Bach.
7) O melhor do violonista Sebastião Tapajós nesses 72 anos.
Difícil porque cometi muitos desatinos pela vida, desatinos estes que marcaram pelo mundo.
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