por Everaldo Martins Neto (*)
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A melhor mãe do mundo.
Antes de vir, já tinha um carinho muito grande pelo lugar onde eu estou, mas vamos conversar um pouco sobre o que é e como funciona isso aqui. Bom, pra começar, não é difícil entrar e ser aceito. Você só precisa mostrar o certificado de proficiência no inglês, que pode ser conseguido através do TOEFL.
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A partir daí, vamos nos deparar com várias diferenças para o sistema de ensino superior brasileiro. A primeira delas: o curso não é a sua principal escolha antes de começar a estudar. Pode-se fazer de tudo um pouco e isso é maravilhoso. Há a opção de escolher as classes que vai ter.
Digamos que você quer se formar em Direito, há todas as classes requeridas e adicionais para o seu curso. Mas se caso ainda não foi decidido (o meu caso), você pode fazer um estudo geral de matérias que lhe agradam e será automaticamente encaminhado para o seu curso. Bastante inteligente.
Um fato que me chamou atenção logo no primeiro dia de aula: eu estava num lugar onde falar 3 línguas não faz diferença nenhuma. Pessoas da minha idade e um pouco mais velhas, de 20 e 21 anos, normalmente falam 3, 4 ou até 5 línguas.
Há um grande número de estudantes internacionais aqui. É impressionante. Acho que uma das grandes vantagens que as universidades americanas tem sobre as brasileiras é a diversidade cultural. Aqui, temos algo chamado “clubes”.
Digamos que estamos no clube de filme. Consiste, basicamente, em um encontro semanal de estudantes de filme, de todas as partes do mundo, para que possam conversar, se conhecer e, quem sabe, trabalhar juntos em algum projeto. Existem muitos desses, pra cada diploma.
Eu nunca assisti aula em uma universidade brasileira, não sei o quão difícil é, mas falando aqui, a gente precisa estudar muito. Nós temos dois exames por matéria, um no meio do curso e outro no fim. O do meio foi mais ou menos um mês atrás, e é incrível ver o quanto é importante. Nota-se o campus cheio de gente, por todos lados, estudando.
Em uma das minhas classes, estou terminando o meu curso de espanhol (aqui é muito útil), e na minha classe, uma vez por semana, fazemos trabalhos em grupo, e quando eu percebo, estou numa mesa conversando com gente da Ásia, da Europa, da América do Sul e, claro, dos Estados Unidos. Essa sensação é muito gratificante.
Tenho a oportunidade de conhecer um pouco de cada cultura e tudo isso contribui bastante para o meu conhecimento de mundo, algo que, na minha opinião, é essencial para todos. Esse texto era um modo de divulgar um pouco a vida de um santareno nos Estados Unidos.
Obrigado a todos, e um breve recado aos muitos que já pediram informações para mim sobre vir estudar aqui: tudo depende de organização e paciência, eu levei três anos pra convencer os meus pais a me deixarem vir. Então, o que eu tenho pra falar é: organizem-se, pesquisem os preços, tudo. Mostrem interesse. Eu garanto que o saldo é altamente positivo no fim, e detalhe: esteja ciente que os Estados Unidos NÃO TEM AÇAÍ E TAPIOCA QUE PRESTE!
Nota: minha irmã fez aniversário no último dia 15, meus parabéns a ela, uma das pessoas mais inteligentes que conheço e uma das minhas inspirações pra continuar aqui.
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* Santareno, mora nos EUA, onde faz faculdade.