No Estadão Online:
Em 5 de março de 1960, Che, decretado “cubano de nascimento” por seu companheiro de armas Fidel Castro, assistia com outros líderes da revolução recém-nascida ao funeral de quase 100 vítimas do atentado que sofreu na véspera, no porto de Havana, o navio francês La Coubre, carregado de armas.
A imprensa cubana lembra nesta sexta que aquele era um dia cinza e de inverno (a temperatura não passava de 20 graus) e que Korda não havia previsto a importância da imagem captada com sua câmara Laika, a qual, anos depois, percorreria o planeta em capas de livros, cartazes políticos, fachadas de edifícios e camisetas da moda.
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O agora ex-presidente Fidel Castro lançou naquele dia pela primeira vez seu também famoso discurso revolucionário “Pátria ou Morte”.
Próximo ao guerrilheiro argentino estavam os intelectuais franceses Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir, perseguidos por Korda, fotógrafo do jornal Revolución, com o rolo fotográfico a ponto de acabar e uma lente de 90 milímetros.
Segundo narrou Korda posteriormente, Guevara tinha um olhar tão intenso que o pasmou por alguns instantes, mas em seguida conseguiu tirar duas instantâneas, uma vertical e outra horizontal, antes que Che desaparecesse de novo após os personagens da primeira fila.
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