
A fotógrafa Emi Okada, reconhecida por documentar as paisagens de Santarém e Alter do Chão, no Pará, detalhou sua trajetória na fotografia em entrevista à TV JC.
Nascida em Alenquer e com residência em Santarém, Emi explicou como a prática, iniciada de forma amadora há 15 anos, converteu-se em uma ferramenta de valorização e atração turística para o oeste do estado.
O despertar
O início de Emi na área ocorreu de forma intuitiva. Ela começou registrando momentos no celular, até que seu olhar afiado para a composição foi notado pelo marido, seu maior incentivador.
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Com o tempo, passou a estudar regras de enquadramento e migrou para as câmeras semiprofissionais e digitais. Hoje, suas imagens possuem uma identidade visual bem definida, fazendo com que seu nome seja frequentemente reconhecido nas ruas pelo público e por profissionais locais.
Com foco em paisagens, Emi vê as belezas naturais da região como o cenário ideal para o seu trabalho. Ela prefere manter a natureza em evidência, utilizando pessoas apenas como pano de fundo ou composição, evitando a identificação direta.
Sobre o potencial da região, a fotógrafa foi direta:
“Alter do Chão, para mim, ela vem pronta para você fotografar”. A repercussão de seu portfólio tem impacto real na economia local; uma imagem feita no Igarapé de Jamaraquá viralizou nas redes, gerando buscas instantâneas por turistas e agências de viagens de várias partes do país.
Processo criativo
Para a fotógrafa, o bom registro exige tempo e observação. Ao comentar sobre uma de suas fotos mais elogiadas — o registro de uma garça com a lua ao fundo —, ela explicou que o clique foi meticulosamente planejado.
Emi observou o cenário no próprio quintal por vários dias até conseguir a posição exata e o ângulo que desejava.
“Para mim, a fotografia é arte”, resumiu, pontuando que o objetivo por trás da técnica é sempre transmitir um sentimento por meio da imagem.
O segredo para os iniciantes
Tendo o renomado Sebastião Salgado como referência artística, Emi reforça que há sempre espaço para aperfeiçoar o olhar. Para quem deseja começar no ramo, ela recomenda usar a tecnologia digital para praticar de forma exaustiva.
“Eu tenho que tirar umas 50 fotos para eu escolher uma”, revelou. A principal dica deixada por ela é fotografar todos os dias, testar os mais diversos ângulos e observar com atenção o trabalho de outros profissionais que atuam na região.
Abaixo, entrevista completa, com todos os detalhes, bastidores e a exibição das fotografias comentadas por Emi Okada – disponibilizada no canal oficial do JC no YouTube.
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