Jeso Carneiro

Paraense lança filme sobre Cabanagem

por Kid dos Reis

Depois de escrever e dirigir os longa-metragens Ajuê São Benedito, que trata da temática do trabalho escravo nos seringais da Amazônia, e Ajuntador de Cacos, retratando a fé e a dedicação do padre Giovanni Gallo, fundador do Museu do Marajó, em Cachoeira do Arari, no Pará, o cineasta, diretor e roteirista Paulo Miranda lança no sábado (30), em Barcarena, a partir das 19h, o filme O Cônego – Senderos da Cabanagem, da produtora Lux Amazônia.

O filme é uma ficção inspirada em fatos históricos e conta a experiência vivida pelo cônego Batista Campos no período anterior à Revolução Cabana, que teve como desfecho a tomada de Belém em 7 de janeiro de 1835.  Esse o primeiro longa-metragem de ficção do cineasta sobre a temática da Cabanagem.

“Como obra pioneira, não busca abarcar todo o movimento cabano, mas se pauta na trajetória de uma de suas mais influentes lideranças: o cônego Batista Campos, um homem místico, militante político e intelectual a serviço da gente mais simples do Grão-Pará”, detalha o diretor.

Resgate histórico

O cineasta diz que embora tenha seu nome emprestado a um dos logradouros mais importantes da capital paraense, a Praça Batista Campos, o religioso ainda é um ilustre desconhecido até mesmo entre os estudantes.

“Com o filme O Cônego – Senderos da Cabanagem, a produtora Lux Amazônia e seus parceiros querem contribuir para que este e outros personagens cabanos saiam do esquecimento a que estão relegados. O cinema tem este papel de resgatar a história e trazer à luz dos dias atuais os acontecimentos da Cabanagem”, diz Paulo Miranda.

O diretor afirma que o cinema nacional ganha mais um trabalho com a cara e o sotaque amazônico.

“Se antes a luta era por liberdade, autodeterminação política e econômica, hoje assume também uma importância cultural e artística, principalmente num tempo de globalização e otimização dos vários processos e meios de comunicação”, diz.

O Cônego – Senderos da Cabanagem foi realizado pela Lux Amazônia Filmes com o patrocínio da Prefeitura de Barcarena e é fruto do projeto Filma Pará. A ação cultural integrou o poder público municipal, o empresariado e a comunidade local para viabilizar a obra cinematográfica genuinamente paraense.

“Dar voz e articular coletivamente a ação interpretativa junto com a comunidade foram fatores inclusivos em todo o período da filmagem”, diz Paulo Miranda.

O projeto envolveu 30 técnicos e produtores e aproximadamente 60 atores, todos selecionados e capacitados pelo coletivo da Lux Amazônia no próprio município de Barcarena. A direção de fotografia é de Sandro Miranda. A direção de Arte é de Raimundo Matos e Sandro Miranda. A direção de Produção foi feita por Ane Viana e Eliene Ribeiro. A produção Executiva ficou a cargo de Minorose Batista, Wellington Lucas e Rutinéa Miranda.

Sair da versão mobile