Com o intuito de democratizar o acesso ao livro e fomentar o hábito da leitura por onde passa, o projeto Roda Livro, do Sebo Porão Cultural, criado em Belém em outubro de 2012, já passou por feiras livres, bares, terreiros, prostíbulo e agora chega ao Oeste do Pará, e o lugar escolhido não poderia ter sido melhor, a comunidade de Jamaraquá, que compõe a Flona Tapajós.
Um estudo realizado em 2012, pelo Centro Regional para o Fomento do Livro na América Latina e Caribe (CERLALC), constatou que 50% da população brasileira têm o hábito de ler – 5% a menos que em 2007 – onde 55% declararam cultivar tal hábito.
No âmbito regional, comparativamente, a região Norte é a que menos lê, onde a média de livros lidos pela população caiu de 3,9 para 2,7.
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Entre os principais motivos apontados pelos 50% que não tem o hábito, figuram em primeiro lugar a falta de interesse, com 78%, e em segundo, a falta de tempo, com 50%.
As bibliotecas, livrarias e ambientes acadêmicos, são, por excelência, locais de maior concentração de livros. Entretanto, como os dados citados acima comprovam, se as pessoas não têm interesse, nem dispõem de tempo; elas não se deslocarão espontaneamente a estes espaços físicos.
O projeto Roda Livro surgiu após concluirmos que para ajudar a reverter esse quadro, é preciso levar os livros para todos os lugares.
Ou seja: o projeto se propõe estar em todos os lugares, levando livro e conhecimento e, o mais bacana, não precisa se cadastrar nem pagar nada. Basta sua boa vontade de ler e devolver quando acabar.
Com pouco mais de 9 meses de duração, já foram implantados 10 pontos do Roda Livro e mais de 3 mil livros já foram disponibilizados. Sendo assim, além de disponibilizar livros, o projeto pretende conscientizar a sociedade sobre a importância do livro e da leitura; e que o conhecimento tem que rodar, e não ficar guardado na estante esperando a traça chegar e acabar com o livro.
“Nessa perspectiva do livro estar em todos os lugares e ir aonde preciso for, resolvemos aceitar o desafio de instalarmos o projeto numa região quase que isolada e desprovida dos bens culturais fundamentais para a plena cidadania do individuo. Foi nessa clima de desafios e esperança que implantamos o projeto na comunidade de Jamaraquá e sonhamos em ampliar para todas as comunidades que compõem a Flona”, explica Ericson Aires, número 1 do Sebo Porão Cultural.
Fonte: Sebo Porão Cultural