
A Cúpula das Infâncias, na COP30 em Belém (PA), traz 700 crianças inscritas para participarem de atividades de compreensão e atuação sobre a atual situação climática do planeta. Entre filmes e outros materiais sobre o clima, apresentamos um mundo a elas.
Mas que mundo é esse? Um mundo ameaçado, quase irreversivelmente afetado pela espécie dominante: os seres humanos.
A sensação é de angústia. Não se sabe o que fazer, e o pior: os seres humanos são colocados como parte do problema. E as soluções parecem pequenas diante de tanta devastação.
Embora seja uma perspectiva real da situação, em uma idade de formação de valores e percepção de si mesmo, se ver como capazes de novas atitudes e de transformação faz toda a diferença para quem pretende formar um novo futuro de fato.
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Enxergar a força da coletividade e da organização dá novo gás ao poder que deve vir do povo. Começar a falar agora de política, os tornará mais difícil que sejam manipulados amanhã e permite que façam escolhas melhores, mais atentas ao mundo real.
Portanto a discussão é séria e precisa acontecer, mas fazê-los acreditar em si e que é possível reverter o que já foi feito é primordial.
∎ Luanna Silva é de Santarém (PA), onde se fez e concluiu o curso superior em psicologia. Escreve regularmente no JC. Leia também dela: O luto das mulheres: um corpo, um alvo, o medo. E ainda: Julieta, sonho de palhaça em duas rodas fulminado.
∎ Os artigos publicados com assinatura não traduzem, necessariamente, a opinião do JC. A publicação deles obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros, prioritariamente, e de refletir as diversas tendências do pensamentos contemporâneo.
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