
O juiz Rômulo Nogueira de Brito, da 2ª Vara Criminal de Santarém, aceitou mais uma ação contra o empresário Westerley Jesus de Oliveira, 47 anos, no âmbito da operação Perfuga, e já marcou a data da audiência de instrução de julgamento do réu – dia 10 do próximo mês, às 9h.
É a terceira denúncia recebida pela Justiça contra o empresário acusado de peculato, associação criminosa e fraudes em licitações na gestão do ex-presidente da Câmara de Vereadores de Santarém Reginaldo Campos (2015-2016).
A primeira, também proposta pelo MP (Ministério Público) do Pará, foi acatada há 1 mês.
Além de aceitar a nova denúncia, o juiz expediu mandato de prisão preventiva de Westerley, que se encontra preso na penitenciária Sílvio Hall de Moura (Cucurunã) desde que foi deflagrada a sétima fase da Perfuga, a Irmandade, no final de maio passado.
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Jaynara Passos, esposa do empresário, também é ré nessa nova terceira ação penal.
MODUS OPERANDI
Há fortes indícios de que Westerley Oliveira utilizava empresas em nome de sua esposa e de seu funcionário Gilvanildo Figueira, para sagrar-se vencedor, supostamente, de forma ilícita, com a ajuda do então vereador e presidente da Câmara dos Vereadores Reginaldo Campos (PSC).
O esquema criminoso, segundo o Ministério Público, não parava por aí.
Os contratos fechados por conta das licitações fraudulentas eram superfaturados, e parte do dinheiro desviado para Reginaldo Campos e aos demais integrantes da quadrilha.
EMPRESAS
Eis algumas das empresas, segundo investigações do MP e da polícia, usadas no esquema de fraudes por Westerley:
— G. F. SANTOS COMÉRCIO.
— J. T. P. NASCIMENTO E COMÉRCIO
CONTRAPONTO
A defesa do empresário, feita pelos advogados Alexandre Paixa e Osmando Figueiredo, afirmou que ele pretende esclarecer “a verdade dos fatos, ponto a ponto” nas audiências judiciais designadas para os dias 23, 24 deste mês e 10 de agosto.
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