
A Polícia Civil do Pará indiciou o “governador regional” do Baixo Amazonas e vereador licenciado de Santarém, Henderson Pinto (MDB), e mais 3 pessoas por supostos crimes de peculato e associação criminosa no âmbito da operação Perfuga.
A investigação, a cargo do delegado Kleidson Castro e abastecida pela delação de Andrew Oliveira da Silva, ex-chefe de RH (Recursos Humanos) da Câmara de Vereadores de Santarém, mira a contratação de funcionários fantasmas pela Casa na época em que Henderson a presidiu entre os anos de 2013 e 2014.
O inquérito, sob sigilo, foi encaminhado pela polícia à Justiça, segundo revelou uma fonte anônima ao Blog do Jeso. O caso tramita na 2ª Vara Criminal.
O juiz titular da vara, Rômulo Nogueira de Brito, conforme a fonte, já teria encaminhado o inquérito para o Ministério Público do Pará, que deverá ajuizar (ou não) denúncia criminal contra os indiciados.
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A Polícia Civil enquadrou Henderson Pinto em peculato, com prática reiterada de 24 vezes, e associação criminosa, enquanto que Andrew Silva, além dos dois delitos em conluio com o ex-presidente da Câmara, em crime de inserção de dados falsos em continuidade delitiva.
Em novembro do ano passado, a Justiça bloqueou parte dos bens de Henderson (até R$ 56 mil), a pedido do Ministério Público, por conta de um outro processo no âmbito da Perfuga. Nele, o coordenador do Centro Regional de Governo do Baixo Amazonas é acusado de fraude à licitação e peculato, fatos supostamente ocorridos também quando ele presidiu a Câmara.
CONTRAPONTO
Acionada pelo blog, a assessoria de Henderson Pinto não se manifestou até a publicação desta matéria. O espaço para o contraponto continuará aberto.