
O processo penal que apura crimes como peculato e organização criminosa cometido pelo ex-presidente da Câmara de Vereadores de Santarém (2015-2916) Reginaldo Campos e outras 27 pessoas entra na penúltima fase antes da sentença.
Nesta segunda-feira, 19, começam os depoimentos dos 28 réus.
Antes foram ouvidas mais de 120 testemunhas de acusação e defesa, fase iniciada em dezembro do ano passado.
O juiz Rômulo Nogueira de Brito, da 2ª Vara Criminal de Santarém, é quem conduz o processo.
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O primeiro réu a ser ouvido será o ex-vereador Reginaldo Campos, que já fez delação premiada no final do mês passado, quando confessou a maioria dos crimes e se comprometeu devolver valores acima de 1 milhão de reais, a partir da venda de um imóvel de sua propriedade.
O vídeo da delação de Reginaldo será exibido durante a audiência, pelos promotores de justiça que atuam no caso – Raimunda Tavares, Rodrigo Aquino e Lilian Regina Braga.
ASSISTÊNCIA MÉDICA
Além de Reginaldo, serão ouvidos, a partir desta segunda-feira outros 27 réus no processo.
O processo começou em agosto de 2017, quando várias pessoas foram presas ou conduzidas coercitivamente na operação Perfuga.
Somente Reginaldo Campos continua preso.
Semana passada, após o fim dos depoimento das testemunhas, o juiz Rômulo Brito soltou a ré Sarah Campinas Oliveira, acusada de ser a ponte do esquema com hospitais e atuar como servidora “fantasma” na Câmara.
Ela encontra-se doente e por falta de condições de assistência médica na penitenciária foi liberada.
Idêntica situação ocorreu com o advogado Wilson Lisboa e o contador Andrew Silva, sendo que este último também fez delação, que já está tendo impulsionando o desdobramento de outras fases da Perfuga.
Uma parte da delação Reginaldo, ainda sob sigilo, deve apontar outras pessoas a serem investigadas por fraudes na Câmara, nos próximos meses.
A intenção do magistrado responsável pela Perfuga em primeira instância é encerrar, até o final de fevereiro, os interrogatórios, para que em março comece a apresentação das alegações finais de acusação e defesas, para em seguida ser dada a sentença.
Com informações do TJ Pará/Santarém e redação