Jeso Carneiro

Sargento do GTO volta à prisão; juiz ordena transferência dele para presídio em Belém

Sargento do GTO volta à prisão; juiz ordena transferência dele para presídio em Belém
Sargento Gildson, do GTO: acusado de homicídio e 5 tentativas de homicídio, ele vai ao júri popular. Foto: Arquivo BJ

Gildson dos Santos Soares, sargento do GTO (Grupo Tático Operacional), unidade especial da PM, teve a sua prisão preventiva mantida nesta terça-feira (20), em audiência de custódia presidida pelo juiz Gabriel Veloso de Araújo, da 3ª Vara Criminal de Santarém (PA).

O magistrado também determinou a transferência do militar para presídio em Belém, o CRCAN (Centro de Recuperação Coronel Anastásico das Neves), pelo “histórico de ameaças” do réu e o fato de não ter na cidade “um local apropriado para segregar policiais nesta comarca”.

— LEIA ainda sobre esse caso: PM abre inquérito contra sargento réu por homicídio por descumprir medida cautelar.

 

É na 3ª Vara Criminal de Santarém que tramita o processo contra o sargento Gildson que vai levá-lo à júri popular. Ele é acusado de homicídio qualificado por assassinar Sônia da Silva Viana, 40 anos, e 5 tentativas de homicídios em episódio ocorrido em junho de 2018, no bairro do Santarenzinho.

A sentença de pronúncia contra o militar (ou seja, que irá enfrentar o tribunal do júri) foi proferida em agosto de 2020.

Ele chegou a ser preso, e levado para presídio em Santa Izabel (Região Metropolitana de Belém), mas por decisão do TJPA (Tribunal de Justiça do Pará), foi solto em dezembro de 2018. Respondia desde então pelos seus crimes em liberdade, mediante cumprimento de medidas cautelares.

Sargento preso

Em maio deste ano, o BJ (Blog do Jeso) revelou que o policial militar estava descumprido várias das medidas cautelares, entre as quais a de ameaça. A PM, então, abriu inquérito para apurar o fato.

Constatado, a Justiça foi acionada para que a prisão preventiva fosse decretada novamente. Na sexta-feira (16), o juiz Gabriel Araújo atendeu o pedido. Gildson Soares foi preso.

Nesta manhã, na audiência de custódia, a prisão dele foi ratificada.

“Considerando a necessidade de preservar a segurança do acusado (que possui histórico de ameaças nessa comarca) ante a inexistência de local apropriado para segregar policiais (militares e civis) nesta Comarca determino a SEAP [Secretaria de Estado de Administração Penitenciária] que providencie a imediata transferência do acusado para o CRECAN na capital do estado comunicando a esse Juízo a concretização dessa transferência”, destacou o magistrado.