Jeso Carneiro

Ouro coloca Itaituba no 5º lugar da produção mineral do Pará no ano

Ouro coloca Itaituba no 5º lugar da produção mineral do Pará no ano, ouro em itaituba

Nos primeiros 2 meses de 2018, o Pará movimentou R$ 6,1 bilhões em riquezas minerais, por meio de indústrias extrativas que operaram em 47 municípios com mineração ativa. Os dados foram levantados pela Assopem (Associação Paraense de Engenheiros de Minas), junto à Agência Nacional de Mineração (ANM).

3 municípios do complexo minerador de Carajás dominam a indústria mineral paraense:

— Parauapebas, maior produtor nacional de minério de ferro, com participação de 46,7%;

— Marabá, maior produtor nacional de cobre, com contribuição de 19,4%; e

— Canaã dos Carajás, 2º maior produtor de cobre e, futuramente, 2º maior produtor de ferro, com presença de 14,5% no peso do estado.

Todos eles têm em comum o fato de estarem sob a batuta da mineradora multinacional Vale. Juntos, respondem por 80% das operações minerais do Pará, o que, em números absolutos, totaliza R$ 4,92 bilhões em janeiro e fevereiro — o equivalente a 25% da receita do ano inteiro do Governo do Pará.

Os dados são referentes apenas ao 1º bimestre deste ano (janeiro e fevereiro).

Itaituba, no oeste do Pará, ocupa a melhor posição do ranking entre os municípios da região com melhor produção mineral, à frente de Oriximiná, Terra Santa e Juruti.

Segundo o engenheiro de minas André Santos, da Assopem, a extração de ouro lidera a produção mineral itaitubense, com R$ 201,2 milhões, seguido do cobre cobre (R$ 1,44 milhão), estanho (R$ 1,05 milhão), silvanita (R$ 308 mil) e diamante (R$ 144 mil).

MAIOR PRODUTOR

Em 2006, o cobre do Sossego, projeto da Vale em Canaã, derrotou a bauxita da MRN (Mineração Rio do Norte), em Oriximiná. Mas em 2014, o cobre de Salobo da própria Vale, em Marabá, tomou o posto de Canaã e o título nacional de maior produtor.

Agora, o minério de ferro de S11D poderá fazê-lo recuperar a colocação e pressionar pelo primeiro lugar nacional em movimentação mineral, título pertencente a Parauapebas desde 2003.

Com informações e gráfico da Assopem

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