
Os dados da Agência Nacional de Mineração (ANM) sobre a indústria extrativa no Pará no acumulado do primeiro bimestre do ano (janeiro e fevereiro) já estão prontos. Eles revelam que a Vale, sozinha, movimentou 78% das operações minerais registradas no estado, onde ela se faz presente com nome próprio e por meio de sua subsidiária Salobo Metais.
A MRN (Mineração Rio do Norte), em Porto Trombetas, município de Oriximiná, ocupa a 2ª colocação do ranking, seguido da Mineração Paragominas.
No 1º bimestre, as empresas Buritirama e Imerys ultrapassaram a Alcoa, enquanto a Serabi subiu duas posições, entrando no pelotão das 10 mais influentes.
Percentualmente, a mineradora Avanco é a que mais cresceu. Como o ano ainda é longo, muitos cenários podem mudar.
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No ranking das 25 mais influentes, há desde produtoras de ferro e ouro até extratoras de areia, brita e água mineral.
No bimestre, o Pará produziu R$ 6,1 bilhões em recursos minerais.

Com informações da Assopem (Associação Paraense dos Engenheiros de Minas)
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Desse faturamento, o que vai para o povo paraense?
Pergunto “o que” e não quanto porque essas empresas não pagam impostos, ao contrário, recebem fortunas a título de incentivos fiscais.
Mas deixam uma imensidão de rejeitos, quer os que são enterrados tal como fazem os gatos, quer os que são lançados nos rios paraenses.
“Peraí”, mas e os empregos? São poucos considerando a montanha de minérios explorados e os mais qualificados são destinados a mineiros, cariocas…