Folha de S. Paulo
Segundo o governo, há indícios de formação de pirâmide financeira, evasão de divisas e crime contra a economia popular.
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A Telexfree vem sendo investigada desde o início do ano pelo DPDC (Departamento de Defesa do Consumidor), vinculado ao Ministério da Justiça, que recebeu denúncias de diversos Procons do país e do Ministério Público do Acre.
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No mês passado, o órgão instaurou processo administrativo contra a companhia, que pode ser multada em até R$ 6 milhões caso a fraude seja comprovada.
Com a entrada da PF no caso, haverá agora também uma investigação criminal.
A Telexfree tem sede no Espírito Santo, mas atua pela internet. A empresa apresenta-se em seu site como fornecedora de serviços de voz e faz propaganda de enriquecimento fácil a quem se torna “divulgador” de seus serviços.
O trabalho oferecido pela companhia consiste em espalhar anúncios pela internet. Para participar, contudo, o colaborador tem de pagar uma taxa de adesão e comprar um “kit” que o habilita à função. A empresa oferece ainda o pagamento de comissão a quem trouxer mais membros.
A Telexfree está proibida, no entanto, de aceitar novos colaboradores desde junho por determinação da Justiça de Rio Branco.
A reportagem não conseguiu contato com a Telexfree.