Jeso Carneiro

O 1º líder sindical da UFOPA

O carioca Carlos Roberto França (foto), 46 anos, já tem lugar reservado na história da UFOPA (Universidade Federal do Oeste do Pará). Ele se tornou o 1º presidente do sindicato que congrega os docentes da instituição, o SINDUFOPA.

Doutorando em Engenharia e Sistemas de Computação pela COPPE/UFRJ, já militou no movimento sindical no Rio de Janeiro.

– Fui líder sindical da indústria de material bélico do Exército, de 1989 a 1991. O nosso sindicato era filiado ao Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro – revelou ao blog.

Abaixo, a entrevista que ele nos concedeu.

O senhor assume a direção do SINDUFOPA com que propósitos?

Carlos França – A diretoria do SINDUFOPA foi eleita PRINCIPALMENTE com o propósito de defender os interesses da categoria docente, fortalecer a construção da UFOPA visando ampliar as oportunidades para a sociedade regional, ajudar a instituição a cumprir sua missão. Aceitamos o convite de um grupo de colegas e a maioria aprovou a nossa proposta. Entendemos que a participação efetiva dos docentes é importante na consolidação do projeto acadêmico inovador da Universidade Federal do Oeste do Pará.

Na sua avaliação, a UFOPA se destaca como instituição superior na Amazônia por causa de quais fatores?


Carlos França -Pela importância da Amazônia para o Brasil e para a mundo, pela crescente necessidade de pesquisa e desenvolvimento sustentável numa região estratégica para a humanidade e por poder contribuir com o crescimento ordenado do Oeste do Pará.

Nesses primeiros passos que estão sendo dados pela UFOPA, que fatores devem ser urgentemente solucionados para que não prejudique irremediavelmente a instituição?

Carlos França – O nosso reitor, professor Seixas Lourenço, e toda a equipe de pró-reitores e diretores de centros, têm trabalhado articuladamente e em completa sintonia. Acredito que o que não pode haver é quebra de hierarquia e nem interesses pessoais em detrimento do bem maior que é a consolidação da UFOPA. Um outro prisma muito importante é a demanda dos campi das demais cidades. É de fundamental importância o envolvimento das prefeituras dos municípios agraciados com a Universidade, no sentido de propicia a fixação e nos apoiar nos diálogos com as esferas estadual e federal. A Universidade é de todos os cidadãos do Oeste paraense, e as Prefeituras desses municípios precisam acompanhar todo processo de consolidação da UFOPA nas suas cidades, como têm feito até o momento.

Qual a posição do SINDUFOPA com relação a figura do reitor pró-tempore, não eleito pelas “bases” que compõem a universidade?

Carlos França – Nenhuma universidade nova tem um reitor eleito pela comunidade acadêmica. É uma diretriz do Ministério da Educação. Normalmente o cargo é ocupado por um ex-reitor com experiência e conhecimento comprovada. Em alguns casos, o reitor designado é até de outros estados. Um exemplo disso é o reitor da UNILAB (Universidade Federal da Integração Luso-Afro-Brasileira), criada no Ceará. Não só o reitor é de outro estado como sua equipe de pró-reitores. No nosso caso, temos o privilégio de ter um reitor paraense, ex-reitor da UFPA, respeitado na academia e com experiência e conhecimento para liderar o processo de implantação da UFOPA.

ANDES ou PROFIES, qual o norte a seguir pelo SINDUFOPA, na sua opinião?

Carlos França – Consideramos importante a filiação do SINDUFOPA a uma entidade representativa Nacional. Essa é uma questão que será discutida amplamente com a categoria, e o ponto crucial será o debate entre ANDES e PROIFES que ocorrerá no auditório Wilson Fonseca (UFOPA/Santarém – Campus Rondon), no dia 31 de março de 2011. Não queremos ser tutorado por quem quer que seja. Temos que preservar a nossa autonomia. O que temos clareza é que os sindicatos terão que se modernizar. Estamos vivendo um momento diferente no mundo. Cada membro do sindicato pode ter suas preferências partidárias. Contudo, não é desejável a partidarização do sindicato, nem da universidade.

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