
O Ministério Público de Contas (MPC) pediu ao TCE (Tribunal de Contas do Estado), ambos do Pará, o bloqueio de bens de todos os envolvidos num escândalo que pode ter causado danos ao erário público na ordem de 3 milhões de reais no ano passado. O caso, cujo epicentro é a Susipe, foi revelado neste domingo pelo Diário do Pará.
Segundo o jornal, o bloqueio é devido a compra de cerca de 94 mil peças de uniformes prisionais, cuja dispensa de licitação, assinatura do contrato, pagamento e entrega da mercadoria teriam sido realizados em apenas um dia, às vésperas das eleições do ano passado.
Entre os acusados de envolvimento no esquema há pessoas ligadas ao grupo do ex-governador Simão Jatene (PSDB) e do atual governador Helder Barbalho (MDB).
Os graúdos são:
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— Michel Mendes Durans da Silva, ex-titular da Susipe. Hoje secretário parlamentar do deputado federal Cássio Andrade (PSB), que o indicou para o comando da estatal penal no final do governo Jatene.
— Marcos Wagner Fonseca Lopes, ex-diretor da OS Associação Polo Produtivo Pará, que gerencia a Fábrica Esperança. Hoje, trabalha na Alepa como assessor de liderança do PRB, partido presidido no Pará pelo deputado estadual Fábio Freitas, da base governista.
O miúdo é:
— Carlos Carvalho, ex-servidor da Susipe.
O Ministério Público de Contas, ainda segundo o jornal, não descarta a possibilidade de que parte desse dinheiro tenha sido usado “para financiamento de campanhas eleitorais”.
“A representação é assinada pelo procurador Patrick Bezerra Mesquita, da 5ª Procuradoria do MPC. Ele pede que o TCE desconsidere a personalidade jurídica da OS e que o então diretor-geral dela, Marcos Wagner Fonseca Lopes, também responda pelas acusações. E quer que Wagner, Durans, Carlos Carvalho e a OS tenham os bens bloqueados em até R$ 2,833 milhões.”, escreve a jornalista Ana Célia Pinheiro, que assina a matéria.
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