
Pesquisadores da Ufopa (Universidade Federal do Oeste do Pará) ganharam destaque internacional ao publicar um estudo em uma das revistas científicas mais importantes do mundo – a Physical Chemistry Chemical Physics (PCCP), da Royal Society of Chemistry.
O trabalho mostra como o uso de computadores e inteligência artificial pode ajudar a descobrir, de forma muito mais rápida, novos medicamentos para tratar doenças como diabetes e câncer.
O foco são os chamados “peptídeos”. No dia a dia, você talvez já tenha ouvido falar deles em suplementos ou produtos de beleza, mas eles são muito mais do que isso. Os peptídeos são como “pequenas peças” que fazem nosso corpo funcionar: eles ajudam na defesa contra doenças e controlam processos importantes no nosso organismo.
Remédios famosos que muita gente usa hoje, como o mounjaro (para diabetes e perda de peso), são feitos a partir dessas substâncias.
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Tecnologia a favor da saúde
Antigamente, descobrir um novo remédio era como procurar uma agulha em um palheiro gigante. O que o grupo de pesquisadores da Ufopa fez foi criar um método que usa a inteligência dos computadores para organizar e analisar milhares dessas substâncias de uma só vez.
É como se eles tivessem criado um “GPS” que indica aos cientistas quais moléculas têm mais chance de virar um remédio eficaz, economizando anos de testes e muito dinheiro.
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O estudo foi liderado pelo professor Kauê Santana e contou com a participação de alunos de vários cursos, como farmácia, ciência da computação e química. Segundo o professor, essa tecnologia ajuda a entender melhor como essas moléculas se comportam, o que facilita a criação de diagnósticos mais precisos e tratamentos mais modernos.
Além de remédios, essas substâncias também estão presentes no que comemos — o adoçante aspartame, por exemplo, é um tipo de peptídeo.
O projeto conta com parcerias de grupos de pesquisa nacionais e internacionais, como o DrugQuaR, liderado por Evelien Wynendaele e Bart De Spiegeleer, da Ghent University e o do professor Alberto Aragón-Muriel, da Universidade del Magdalena (UniMagdalena).
Além do pesquisador Ewerton Oliveira, do Instituto Tecnológico Vale (ITV) e mais do do professor Breno Santos, da Universidade Federal do Amapá (Unifap), e o do professor Claudomiro Sales, da Universidade Federal do Pará (UFPA).
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