
Enildo Reis de Jesus é um artista ximango das entranhas do bairro Luanda, onde nasceu e se faz artista, muito admirado e celebrado, especialmente quando chegam as épocas juninas e quando acontecem eventos folclóricos, especialmente do festival dos matutos, do qual é um dos pioneiros.
Nascido no dia 28 de março de 1971, é filho do senhor Raimundo Garcia Gomes de Jesus e de dona Cleonice Garcia dos Reis. Suas habilidades artísticas sempre o acompanharam, desenvolvendo-as e tornando-as necessárias para levar à comunidade ximanga.
Casou-se no dia 8 de outubro de 1995 com Luciene Martins Valente, com quem teve dois filhos: Lucas Valente e Lucian Valente. É avô de Maria Cecília e de Analu Valente. Além de compositor, Enildo Reis trabalha com artesanatos e também é barbeiro.
Fundador
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É um dos fundadores do grupo folclórico Zé Matuto, compositor de uma música emblemática e que marcou gerações, sendo considerado por muitos como o “Hino do Zé Matuto”. Composta em 1994, essa música tem um nome: “Zé Matuto bota a lenha na fogueira”.
Sua letra e melodia desperta nos veteranos os tempos áureos de festival, além de levar a juventude à admiração e curiosidade dos tempos passados.
Zé Matuto bota a lenha na fogueira
Zé Matuto bota a lenha na fogueira, Bota fogo na cidade inteira! A nossa união é tua riqueza De um povo que luta com garra e nobreza.
Não ando com medo no meu coração, Eu sou o Zé Matuto, o bicampeão!
Vermelho e branco, As cores da bandeira, É sangue de raça de sua nação. Só quero ver essa galera pulando, Explodir de emoção, Ao rumo do tricampeão!
Oh, Zé! Oh, Zé! Oh, Zé! Zé Matuto conquistou esse povão! Oh, Zé! Oh, Zé! Oh, Zé! Zé Matuto, o mais querido de Alenquer!
“Esta composição da música foi o impulso do momento, da alegria e da emoção que estávamos vivendo. Foi algo contagiante e explosivo. Foi quando o ‘contrário’ (como chamam para o rival Matutando) lançou a sua primeira música. Claro que o Zé Matuto teria que ter também uma música para sacudir a galera vermelha e branca!”, afirmou Enildo Reis.
Nostalgia e futuro
A música “Zé Matuto bota a lenha na fogueira” possui uma letra e melodia que agitam a torcida, independentemente da idade que as pessoas tenham. Tornou-se identidade do grupo folclórico, levando tanto à nostalgia como ao presente e futuro.
“Zé Matuto veio de uma parte tão humilde de Alenquer e se tornou grande e fervoroso, que da letra da música teve grande proveito. O grupo foi tomando conta de uma massa que se tornou chama. Por este motivo, foi uma das coisas por ter colocado ‘a lenha na fogueira’ na letra da música”, concluiu Enildo.
Claro que as músicas do passado, como esta, são fundamentais para todos os tempos e todos os eventos em Alenquer, seja no passado e no presente. Assim, tornam-se inspirações para que novas músicas surjam e estas novas composições sejam espelhos dos novos festivais e das atuais gerações.
Fonte:
- Entrevista fornecida por Enildo Reis, compositor e artista plástico alenquerense.
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