Nascido no Ceará, Edy Portela é o novo titular da programa policial Patrulhão da Cidade (RBA Santarém/Band/Canal 12), um dos campeões de audiência na área em Santarém. Ele substituiu o carismático Clenildo Vasconcelos, que deixou a TV para se candidatar a vereador pelo PSC, mas não obteve êxito.
A troca deu tão certo que a direção da emissora resolveu titularizar Edy Portela no programa.
Com 48 anos, o apresentador de TV trabalha em jornalismo desde 1990, e já esteve em praças televisivas como Manaus (AM) e Fortaleza (CE). Se não atuasse na área, Edy revela ao blog: “Acho que seria só um arigozinho tentando ser repórter”.
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Ele torna-se hoje a 4ª pessoa a participar da seção “No raso…”, onde já estiveram a jornalista Márcia Reis e o arquiteto e urbanista Anísio Quincó e a antropóloga e indígena Iza Tapuia.
Eis um pouco mais de Edy Portela.
Nome: Francisco Edson Portela.
Idade: 48 anos, completados no último dia 19 de novembro.
Natural: Tianguá, no Ceará.
Decidiu que seria repórter quando? Entre os anos de 1990-1994, em Fortaleza, Manaus e Santarém.
Reportagem que marcou sua vida: Uma série nos garimpos da Amazônia no tempo em que trabalhou no Programa do Ratinho (2002 a 2003).
Um herói: É uma heroína, na verdade, a minha mãe, Maria Euda Nunes, que mal sabia ler, era separada do esposo e formou os filhos às custas de uma venda de panelada à beira da estrada. Deu-nos boa educação e ainda construiu uma pequena fortuna.
Livro favorito: “O Abusado”, “Rota 66″, “História da Polícia que Mata”, todos de Caco Barcelos.
Uma viagem marcante: Esse ano no mês de abril voltei depois de 36 anos a casinha de sapê onde nasci, na comunidade Cipaúba, sertão do Ceará.
Lugar para descansar: Uma rede na minha casa com a central de ar em 19 graus e nem um barulho.
Fugiria para…: Uma fazenda toda auto sustentável, com cachoeira, usina de energia, frutas, peixes etc.
Um momento que gostaria de reviver: Convivência com Enson Portela, meu primeiro filho, que só viveu comigo até os 5 anos de idade. Hoje é engenheiro em Fortaleza.
O presente mais legal que já recebeu: Minha atual esposa, Nila Pimentel.
Não sai de casa sem…: Perfume. Agora que sou ex-fumante. Antes não ligava.
Especialidade na cozinha: Churrasco, picanha, costela e leitão.
Sonho não realizado: Trabalhar na cobertura de uma guerra.
O melhor de Santarém: Os santarenos e santarenas. Nunca vi uma terra onde as pessoas chamam estranhos de “mano”.
Com quem gostaria de fazer uma reportagem: Infelizmente será impossível, mas seria com Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião. Sou apaixonado pela história daquele cabra da peste.
O que seria se não fosse repórter: Acho que seria só um arigozinho tentando ser repórter.
Um recado curto e grosso: De tão bons, os brasileiros são ruins para eles mesmos. Ninguém costuma brigar pelos seu direitos.
