
por Ericson Aires (*)
Se fôssemos numerar os seres encantados desta Amazônia, Catebreu, sem dúvida, figuraria entre os primeiros da lista.
Lenda viva do Lago Grande, morador de Curuai, apaixonado por livros e pelas linhas imaginárias que estes lhes leva a percorrer.
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Assina a criação da única biblioteca comunitária do lago. Um herói quixotesco. O guardião de um templo onde ele reina absoluto, sozinho, nos confins de uma Amazônia que ninguém quer ver.
Um sonhador, nãos menos inspirador.
Acredita no suporte “livro de papel” como fonte ideal para a transmissão do conhecimento, mas nem por isso se deixa desencantar com as histórias fantásticas desta Amazônia perdida.
Na sua humildade, disse a mim que não sabia ler nem escrever. Acho pouco provável.
Mas isso tão pouco importa, pois ele tem o dom nobre de ler o vento, a terra, o céu, os olhos, o silêncio, o comportamento – lendo vidas! E isso não é pra qualquer doutor.
Um salve ao Catebreu, um herói invisível, desse Tapajós invisível!
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* Coordenador da ONG Sebo Porão Cultural.