
Se depender do DEM em Santarém, o vereador Henderson Pinto não sofrerá nenhum tipo de retaliação judicial no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Pará por ter trocado a legenda, pela qual foi reeleito em 2016, pelo MDB.
A promessa está lavrada na ata de uma reunião extraordinária do Democratas realizada em abril deste ano e convocada pelo presidente da sigla, Erasmo Maia, parente de Henderson Pinto.
O documento é assinado, além de Erasmo, por Eduardo Fonseca, secretário, e Azival Duarte, tesoureiro, do DEM santareno.
“O partido não ingressará com pedido de mandato [de Henderson Pinto] junto à Justiça Eleitoral, pugnando pela manutenção do mandato do vereador pelo que foi exposto”, diz a ata.
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Henderson justificou sua desfiliação do DEM por “justa causa”. Mas na ata não consta quaisquer esclarecimentos sobre essa suposta justa causa.
No início deste mês, o primeiro suplente de vereador do DEM Paulo Nogueira da Silva, o Paulo Gasolina, ajuizou processo no TRE requerendo a vaga de Henderson Pinto na Câmara de Vereadores de Santarém por suposta infidelidade partidária.
Ainda em tramitação, o caso caiu para o juiz Altemar da Silva Paes relatar.
Com o DEM em Santarém nas mãos da família do ex-prefeito multiprocessado Lira Maia, tio de Henderson, o suplente Paulo Gasolina optou por brigar pela vaga de vereador com o apoio do diretório estadual do partido.
É o deputado federal Hélio Leite, que dirige a legenda no Pará, quem tem dado munição para que Gasolina saia vitorioso nessa briga judicial.