
Preso desde janeiro, o ex-ministro da Justiça Anderson Torres frustrou os planos de lideranças bolsonaristas do Congresso traçados para ele, informa Bela Megale, de O Globo.
O objetivo desse grupo, segundo a jornalista, era fazer uma agenda frequente de visitas de políticos ao ex-ministro, trazer ainda mais holofotes para sua prisão e tentar transformá-lo numa espécie de “mártir”.
“Ao saber do plano, os advogados de Torres e o próprio ex-ministro rejeitaram a iniciativa. A leitura é que Anderson Torres precisa se afastar de qualquer politização em sua estratégia de defesa. Além disso, a avaliação é que uma agenda de visitas de bolsonaristas poderia soar como um movimento de provocação ao Judiciário”, relatou Bela Megale.
“Desde que trocou de advogado, no mês passado, Torres e sua nova banca buscam afastar qualquer viés político da defesa. A conclusão é que, ter sido assessorado por um criminalista indicado pelo senador Flávio Bolsonaro, não ajudou em nada o ex-ministro”.
— ARTIGOS RELACIONADOS
Continua preso
Nesta sexta-feira (21), o ministro Alexandre de Moraes, do STF, negou o pedido de liberdade de Torres, mesmo com manifestação favorável do MPF para que ele fosse solto.
Anderson Torres é suspeito de conivência ou omissão diante dos atos golpistas que ocorreram em Brasília, em 8 de janeiro, e que resultaram no vandalismo dos prédios dos Três Poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário.
— O JC também está no Telegram. Siga-nos e leia notícias, veja vídeos e muito mais.