
O tenente-coronel Luciano Flávio Almeida de Lima não é mais comandante do 8º BEC (Batalhão de Engenharia e Construção), unidade do Exército com sede em Santarém, oeste do Pará. O oficial engenheiro ocupava o cargo desde dezembro (dia 16) de 2021.
A portaria de exoneração de Luciano Flávio foi publicada na segunda-feira (12) no Diário Oficial da União. É assina pelo comandante do Exército, general Tomás Miguel Paiva, que assumiu o cargo depois da posse do presidente Lula prometendo “afastar a política do Exército”.
Ao todo, foram exonerados 170 oficiais que comandavam quartéis no país – de Norte a Sul. No Pará, também deixaram o cargo:
- Luís Guilherme de Oliveira e Silva, coronel, do 51º BIS (Batalhão de Infantaria de Selva), em Altamira.
- Alexandre Granjeiro de Lima, coronel, do 52º BIS, em Marabá.
- Cristhian Evangelista de Sousa, coronel, do 53º BIS, em Itaituba.
- Édison dos Santos Pastoriza, tenente-coronel, do 1º GAC (Grupo de Artilharia de Selva), em Marabá, e
- Renato Bagatelli, coronel, da CRO/8 (Comissão Regional de Obras, da 8º Região Militar), em Belém.
Atos golpistas
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Oficial de carreira formado na Aman (Academia Militar das Agulhas Negras), na Arma de Engenharia, Luciano Flávio não esboçou qualquer reação ao acampamento golpista montado por apoiadores do ex-presidente Bolsonaro em frente ao 8º BEC, na BR-163 (Santarém-Cuiabá), serra Piquiatuba, logo após a vitória nas urnas de Lula no ano passado.
O acampamento, financiado por empresários, principalmente do setor de agronegócios, só foi desmontado após os atos terroristas de 8 de janeiro deste ano em Brasília (DF).
Veja a lista completa dos 170 oficiais exonerados.
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