Jeso Carneiro

Jatene e o discurso “contaminado”

O governador Simão Jatene defende que o plebiscito para a criação dos estados do Tapajós e Carajás – aprovados ontem (5) na Câmara dos Deputados – deve ser feito isoladamente, ou seja, sem associação “a qualquer processo eleitoral”, para que, segundo o tucano-mor paraense, não seja “contaminado por outros interesses”.

Como assim “contaminado”?

Isso é uma piada.

Então, para eleger vereador, deputado estadual, federal, senador, vice-governador e governador o discurso pró-plebiscito, pró-redivisão territorial do Pará pode “contaminar” a eleição.

O próprio Jatene, então candidato a governador na eleição de 2010, defendeu a realização do plebiscito aqui no Tapajós e no Carajás. E foi eleito em grande parte por isso.

Mas agora, plebiscito aprovado e ele eleito, tira do bolso essa tese esdrúxula tese da “contaminação”.

Sair da versão mobile