
Tudo caminha para que o ex-deputado José Maria Tapajós, que recentemente enfrentou, mas superou, problemas de saúde, seja o candidato a prefeito de Santarém pelo MDB.
Seu nome conta com o apoio do governador Helder Barbalho (MDB) e do prefeito Nélio Aguiar (União Brasil). Mas como diria o poeta Carlos Drummond de Andrade, tem uma pedra no meio do caminho. E essa pedra significa quem será o vice de Tapajós.
Se depender do governador, o vice será indicado pelo Partido dos Trabalhadores, mais especificamente pela ex-prefeita e deputada Maria do Carmo (PT), que sempre aparece bem nas pesquisas de intenção de votos na disputa pela prefeitura.
Seria uma forma de unir a base aliada de HB na Pérola do Tapajós. Mas o prefeito Nélio Aguiar não pensa assim e deseja indicar como vice alguém diretamente ligado a ele, já que Tapajós é apenas um aliado do gestor. Nélio quer um nome pra chamar de seu na chapa.
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Diante desse impasse, os analistas da cena política santarena enxergam três possibilidades: ou o prefeito recua e aceita articulação que teria a simpatia do governador, para que a chapa seja formada com MDB e PT, ou a base se divide ou Helder vai ter que tirar coelho da cartola para atender o prefeito e convencer o PT a apoiar uma chapa da qual não participe.
Não é bom brincar numa cidade onde Bolsonaro teve 102 mil votos contra 82 mil de Lula no segundo turno das eleições presidenciais e a oposição, representada pelas forças mais à direita, vem forte, com a candidatura do popular vereador JK do Povão (PSDB).
João Salame
É jornalista, ex-deputado estadual, ex-prefeito de Marabá, onde nasceu. Tem 61 anos e é o editor-chefe do site Opinião em Pauta, onde o artigo acima foi publicado originalmente. Ele pode ser encontrado também no…
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