Jeso Carneiro

Mário Couto sobe à tribuna e ataca PT

O senador Mário Couto (PSDB) não deixou barato.

Subiu ontem (29) a tribuna do Senado e foi para cima do PT, que anteontem entrou contra uma representação contra o tucano paraense por suposto envolvimento no escândalo milionário da Alepa (Assembleia Legislativa do Pará).

Mário Couto foi presidente da Alepa de 2003 a 2006.

Para o senador, o PT não vai conseguir cassá-lo e muito menos calar a sua voz.

– A representação contra mim é porque eu bato no PT todos os dias aqui, é porque eu bato no Governo todos os dias aqui. Está aqui a declaração (do Zé Geraldo), senadores. Por isso eles entraram com a representação. O Ministério Público da minha terra ainda nem sequer me chamou, ainda nem sequer precisou de qualquer esclarecimento meu – discurso Couto.

E lembrou:

– Estes deputados tiveram o cinismo de representar contra mim. Esses deputados lesaram o cofre do meu Estado. Há uma grande diferença entre vocês e eu, deputados: aos meus 65 anos de idade, aos meus 24 anos consecutivos de parlamento, eu nunca fui chamado na frente de um juiz. Vocês já foram várias vezes.

Zé Geraldo, por exemplo, disse Mário Couto, foi acusado de participar de esquema de caixa dois, para arrecadação de recursos junto a madeireiros do Pará, para as campanhas eleitorais do PT regional, “em troca de intervenções de políticos no Ibama e em troca de dinheiro público”. Cláudio Puty, ex-chefe da Casa Civil do Governo de Ana Júlia, responde a processo eleitoral para perda de mandato, por improbidade administrativa e abuso do poder econômico.

Beto Faro, por sua vez, foi preso em 2004 durante a Operação Faroeste, da Polícia Federal, quando presidente do Incra/PA, acusado de integrar quadrilha especializada em grilagem de terras no oeste paraense.

Quanto a Miriquinho Batista, ainda segundo o senador tucano, está sendo investigado por fraude na emissão do seguro-defeso de pescadores. “Ele responde a processo por fraude em 16 mil carteiras de pescadores irregulares”, disparou Couto, acrescentando que Miriquinho teve uma evolução patrimonial de mais de 1.000%. “É o Palocci do Pará. Aumentou em mais de 1.000% o seu patrimônio, Ministério Público. Este está me acusando também”.

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