
Médico, o prefeito de Santarém (PA), Nélio Aguiar (União Brasil), não deve ser levado a sério como dublê de cientista político. Oportunista no novo métier, ele não entende nada de diagnóstico da realidade, notadamente a santarena.
Se o carimbo de “é fake” em uma pesquisa eleitoral vier com assinatura de Nélio, desconfie. O otorrino fracassou em diagnosticar a Saúde da cidade que o elegeu por duas vezes.
Ouvido, nariz, garganta, laringe e pescoço, apurados na faculdade, nada lhes serviram para solucionar o grave problema da saúde pública no município.
Não lhe faltou tempo para isso, 8 anos de mandato; não lhe faltou experiência, foi titular da Semsa no governo petista de Maria do Carmo lá atrás; não lhe faltaram verbas, milhões e milhões de reais entraram nos cofres municipais na sua gestão.
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Até os erros, que também não lhes faltaram, sopraram a favor de Nélio. Ainda assim, não tirou proveito deles.
Trocou o gestor(a) da Semsa 8 vezes até agora – a mais alta rotatividade de um cargo do primeiro escalão da história do município. Ouviu, e cheirou, que a tábua da salvação do setor que o catapultou para vida política seria a tercerização.
E haja licitar OSs e, concomitantemente, haja empurrar HMS, UPA, UBSs para a vala comum do descaso, abandono, falência, descalabro.
No galope dessa sucessão de erros, sem tirar o jaleco branco, Nélio agora se projeta nas redes sociais como cientista político. E haja tascar “é fake” nas pesquisa em que Zé Maria Não Morreu aparece morimbundo, estirado em cama de hospital da impopularidade.
Qual dos Nélio levar a sério?
➽➽ Por Jeso Carneiro, jornalista e editor do JC.
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