Tachando a criação dos estados do Tapajós e Carajás como “golpe”, de “não possuir justeza na sua intenção” e de “ser oneroso ao país só para favorecer as elites locais”, o PCdoB tomou posição oficial contra a redivisão do Pará.
É o 1º partido a tomar essa iniciativa no que tange ao tema.
Em uma longa carta, com data de hoje (19) e assinada por Érico Leal, secretário político da legenda no estado, o PCdoB enumera em 18 itens as razões de ter tomado esse posicionamento.
– As elites políticas tanto do pretenso “Carajás” como do pretenso “Tapajós”, não apresentam projetos de desenvolvimento que indiquem a inclusão social de sua população, nem contestam a lógica do saque das riquezas e de atividades predatórias. As bases sociais que de fato representam não estão preocupadas com a verticalização de economia e agregação de valor, com o incentivo à agricultura familiar, e sim com produtos primários para exportação com base no latifúndio. Grande parte da base social dessas elites foi a que mais devastou, mais enriqueceu, mais gerou conflitos pela terra, grilando, expulsando e matando camponeses e suas lideranças – acusam os comunistas no manifesto.
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O partido não tem representante nem na Alepa (Assembleia Legislativa do Pará) e nem no Congresso Nacional (Câmara e Senado). Nos municípios que compõe o estado do Tapajós, a sigla também não te um único vereador.
Leia AQUI, a íntegra do documento, intitulado “Por um Projeto de Desenvolvimento com Inclusão Social”.