O post PSOL elege novo nº 1 no Pará suscitou o comentário abaixo, da lavra do advogado Ib Tapajós, da Executiva do PSOL em Santarém:
De um lado, o grupo majoritário do PSOL/PA – a “Unidade Socialista” (composto pelo atual presidente do PSOL-PA Walmir Freire e por figuras públicas como Marinor Brito e Edmilson Rodrigues), defendendo uma “ampliação do arco de alianças” para que o PSOL passe a ocupar mais espaço institucional.
Essa estratégia foi responsável por levar em 2012 Lula, Dilma, Padilha e outros ministros do Governo Federal ao programa de TV de Edmilson no 2º turno em Belém. Ao mesmo tempo, do outro lado do Rio Amazonas, em Macapá, o atual prefeito Clécio (do PSOL) chegou a se aliar ao DEM e ao PTB para vencer o 2º turno (uma tática que desrespeitou as diretrizes eleitorais traçadas pelas instâncias do partido).
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Do outro lado da disputa, nós, militantes do Bloco de Esquerda (agrupamento formado por várias tendências), defendemos que o PSOL se mantenha como um partido de oposição ao Governo Federal e à velha direita (DEM, PSDB, PTB, etc.).
Para o Bloco de Esquerda, a atuação do PSOL deve estar em sintonia com as jornadas de junho, momento em que a juventude e o povo brasileiro foram às ruas dizer NÃO para a velha forma de fazer política, marcada pelas negociatas e alianças espúrias que fazem da política brasileira um balcão de negócios.
O crescimento do PSOL deve estar assentado no desenvolvimento das lutas sociais, e não em “saídas fáceis” como as de Belém e Macapá. As alianças do partido devem ser programáticas, e não apenas pragmáticas, sob pena de o PSOL se confundir com os partidos tradicionais que compõem a vala comum da política brasileira na atualidade.
As posições políticas do Bloco de Esquerda foram encampadas por todos os 9 delegados de Santarém que participaram do 4º Congresso Estadual do PSOL.
Uma das posições centrais que sustentamos para as eleições 2014 foi a candidatura própria do PSOL, com candidatos que estejam em sintonia com o novo momento político que vivemos no Brasil desde o mês de junho. Por isso, apontamos o nome do companheiro Fernando Carneiro como pré-candidato ao Governo do Estado em 2014, e o da companheira Luciana Genro à Presidente da República.
Fernando, que atualmente é vereador de Belém, representou o PSOL em 2010 na disputa pelo governo do estado, com ideias sólidas e inovadoras para efetuar mudanças na situação política, social e econômica do Pará.
Já Luciana foi uma das radicais expulsas do PT em 2003 após votar contra a Reforma da Previdência no Congresso Nacional, que atacou os direitos dos aposentados. Luciana é um excelente nome da esquerda brasileira, e em 2014 pode ser a porta-voz das principais reivindicações que foram ecoadas nas ruas de todo o Brasil no mês de junho. Por isso, já galgou o apoio de importantes figuras públicas do partido como Plínio de Arruda Sampaio, o ex-deputado Babá e o Deputado Estadual do RJ Marcelo Freixo
Após os debates e embates internos que culminarão com o Congresso Nacional do PSOL no início de Dezembro, nosso partido vai definir democraticamente as suas estratégias e os próximos passos na política nacional.
Ib Sales Tapajós (Executiva Municipal do PSOL-Santarém).