Por um PSOL à altura das jornadas de junho

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O post PSOL elege novo nº 1 no Pará suscitou o comentário abaixo, da lavra do advogado Ib Tapajós, da Executiva do PSOL em Santarém:

Ib Tapajós - Blog do JesoO 4º Congresso Estadual do PSOL no Pará, ocorrido no último fim de semana, foi marcado por uma clara polarização na disputa pelos rumos e estratégias do partido. Uma disputa clássica que já se travou outrora em diversas organizações políticas de esquerda no Brasil e no mundo.

De um lado, o grupo majoritário do PSOL/PA – a “Unidade Socialista” (composto pelo atual presidente do PSOL-PA Walmir Freire e por figuras públicas como Marinor Brito e Edmilson Rodrigues), defendendo uma “ampliação do arco de alianças” para que o PSOL passe a ocupar mais espaço institucional.

Essa estratégia foi responsável por levar em 2012 Lula, Dilma, Padilha e outros ministros do Governo Federal ao programa de TV de Edmilson no 2º turno em Belém. Ao mesmo tempo, do outro lado do Rio Amazonas, em Macapá, o atual prefeito Clécio (do PSOL) chegou a se aliar ao DEM e ao PTB para vencer o 2º turno (uma tática que desrespeitou as diretrizes eleitorais traçadas pelas instâncias do partido).

Do outro lado da disputa, nós, militantes do Bloco de Esquerda (agrupamento formado por várias tendências), defendemos que o PSOL se mantenha como um partido de oposição ao Governo Federal e à velha direita (DEM, PSDB, PTB, etc.).

Para o Bloco de Esquerda, a atuação do PSOL deve estar em sintonia com as jornadas de junho, momento em que a juventude e o povo brasileiro foram às ruas dizer NÃO para a velha forma de fazer política, marcada pelas negociatas e alianças espúrias que fazem da política brasileira um balcão de negócios.

O crescimento do PSOL deve estar assentado no desenvolvimento das lutas sociais, e não em “saídas fáceis” como as de Belém e Macapá. As alianças do partido devem ser programáticas, e não apenas pragmáticas, sob pena de o PSOL se confundir com os partidos tradicionais que compõem a vala comum da política brasileira na atualidade.

As posições políticas do Bloco de Esquerda foram encampadas por todos os 9 delegados de Santarém que participaram do 4º Congresso Estadual do PSOL.

Uma das posições centrais que sustentamos para as eleições 2014 foi a candidatura própria do PSOL, com candidatos que estejam em sintonia com o novo momento político que vivemos no Brasil desde o mês de junho. Por isso, apontamos o nome do companheiro Fernando Carneiro como pré-candidato ao Governo do Estado em 2014, e o da companheira Luciana Genro à Presidente da República.

Fernando, que atualmente é vereador de Belém, representou o PSOL em 2010 na disputa pelo governo do estado, com ideias sólidas e inovadoras para efetuar mudanças na situação política, social e econômica do Pará.

Já Luciana foi uma das radicais expulsas do PT em 2003 após votar contra a Reforma da Previdência no Congresso Nacional, que atacou os direitos dos aposentados. Luciana é um excelente nome da esquerda brasileira, e em 2014 pode ser a porta-voz das principais reivindicações que foram ecoadas nas ruas de todo o Brasil no mês de junho. Por isso, já galgou o apoio de importantes figuras públicas do partido como Plínio de Arruda Sampaio, o ex-deputado Babá e o Deputado Estadual do RJ Marcelo Freixo

Após os debates e embates internos que culminarão com o Congresso Nacional do PSOL no início de Dezembro, nosso partido vai definir democraticamente as suas estratégias e os próximos passos na política nacional.

Ib Sales Tapajós (Executiva Municipal do PSOL-Santarém).


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13 Responses to Por um PSOL à altura das jornadas de junho

  • Ainda não são “oportunistas e sanguessugas dos recursos públicos”, pois ainda não tiveram chance de sê-lo, mas, na primeira oportunidade, o serão.

  • O PSOL nunca será ouvido como deveria enquanto se posicionar apenas como oposição. A oposição do PSOL é uma oposição vazia, pois atacará todos que estiverem no governo, mesmo que estejam fazendo um bom trabalho. O povo já cansou de oposição por oposição simplesmente. Eu torço para que o PSOL deixe de ser apenas um amontoados de revoltados para se tornar protagonista de uma nova ordem, porém isso é muito distante visto que até as principais lideranças já praticam o velho toma-la dá-cá (ver casos de Macapá onde se aliou com o DEM e em Belém com o PT). O PSOL é a alternativa SQN 😛 (só que não… na linguagem popular da internet)

  • Caro Luis, Ficar sem nenhuma opção no processo eleitoral da UFOPA não é alternativa, visto que tantas batalhas os estudantes, técnicos administrativos e professores travaram em nome de “democracia real já” na UFOPA. O JUNTOS! – Coletivo Nacional que fazemos parte eu e o Ib Tapajós, cuja base se consolida pela ideologia de realizar oposição de esquerda frente ao PT, PC do B, PSB e muito mais ainda ao PSDB, DEM, PMDB e PTB entende que seria retrocesso chamar voto nulo, não apoiar nenhum dos candidatios. Apoio a Aldo Queiroz, jamais. Por tudo o que ele representa, inclusive por representar a administração Seixas Lourenço. Votaremos sim na Raimundinha, mas que no entanto, oposição à sua gestão não faltará, caso suas posições entrem em discordância com a comunidade acadêmica e com os processos que venham a prejudicar a universidade, como um todo.

    1. Quero só vê o que o Ib e o tal Juntos e Misturado vão dizer para os estudantes quando a turma da Raimundinha derrubar judicialmente as eleições e não ganhar no voto e sim no tapetão. Já tá tudo armado para isso. Irão justamente questionar o peso dos estudantes nas eleições que é de 33%. Ou seja, os estudantes e técnicos do PSOL junto com o PT contra o direito do estudantes (e técnicos) votarem igual a professores e levando a eleição no tapetão. Indicação já certa, independente da eleição. Tudo legitimando pelo discurso do menos pior… Vê-se que na prática o discurso democrático que o o Sr. Ib tanto escreve é outra…

  • na minha opinião o psol crescerá pouco no próximo,só em algumas capitais,no interior é ´caldo de piaba, muito radicalísmo, ,e o povo não tá muito pra isto no momento,vamos esperar o resultado das urnas.

  • Engraçado o Ib escrever isto, mas na Universidade a prática desse mesmo Bloco ser outra, aliando-se ao PT na eleição para Reitor. O que é isso, companheiro?

    1. Luis, na UFOPA, as opções são poucas: ou é a Raimundinha (PT) ou o Aldo (PSDB). Sendo que esse último foi uma desgraça como coordenador do campus da UFPA de Santarém..

      1. Então que não fique com nenhuma opção, faça movimento contrário às alternativas ou que estimulasse uma candidatura alternativa, mas daí fazer este discurso anti-Lula, anti-Dilma, anti-Padilha e no fim cair em tentação e apoiar a candidatura de Raimundinha, que além de ser PTista teve como padrinho político o próprio Padilha (depois de um jantar em que Ana Julia lançou o nome de Raimundinha para vice-reitora)?

        Faça-me, o favor, né???

        1. Luis,

          Aldo é o nome mais rejeitado na UFOPA. Ninguém confia nele. Foi grande erro lançá-lo candidato. Qualquer outro seria melhor. Agora é tarde para vocês!!!

          1. Não entendi sua afirmação, Mundico. Você é Mãe Diná ou Pseudo-Estatístico? Aproveite e apresente-nos os dados da pesquisa que realizou em Agosto com seus Mundiquinhos, pois queremos saber os resultados.

          2. Nossa!!! Vocês nunca sabem de nada. Todas as pesquisas apontam: Aldo é o mais rejeitado. Por que será? Todos estão dizendo Fora Aldo!
            Luis deixe de ser cara de pau e farsante, querendo insinuar a linha de conduta do Psol e do Ib Tapajós. Você deveria lavar as mãos para digitar algo deles, que sempre foram vanguarda política em defesa da UFOPA, sem a presença de oportunistas e sanguessugas dos recursos públicos.

          3. De falto a rejeiçao do Aldo é histórica, foi de fato um erro nao a candidatura, mas volta deste senhor para a ufopa, já nao basta toda a desgraça feita na ufpa… esse eleição é uma piada… é lamentável…

        2. Adilson,
          Tens toda razão. Os mais antigos conhecem o “senhor das trevas” Aldo e sabem dos seus podres a frente da UFPA e agora na UFOPA. Por isso ele tem rejeição histórica. Vai tentar conseguir votos com os mais novos e quem ainda não sabe do passado e da forma truculenta de agir contra estudantes, técnicos e professores contrários. Mas o terrorismo deste grupo que ele comanda vai acabar nas eleições.

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