Jeso Carneiro

Sem viés religioso: celebrante social alcança marca de 100 casamentos afetivos em Santarém

Sem viés religioso: celebrante social alcança marca de 100 casamentos afetivos em Santarém
Andressa Scarano, advogada e celebrante social. Foto: reprodução vídeo TV JC

A advogada e juíza de paz Andresa Escarano, idealizadora da empresa Alter no Altar e pioneira como celebrante social em Santarém (PA) e região, acabou de alcançar a marca de 100 cerimônias afetivas realizadas.

Em entrevista à TV JC, ela explicou os detalhes desse formato matrimonial em ascensão no país, que foca na personalização e na história exclusiva dos casais, distanciando-se dos ritos puramente civis ou religiosos.

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Cerimonialista x celebrante

Durante a conversa, Andresa esclareceu uma dúvida comum no mercado de eventos: a diferença entre cerimonialista e celebrante. Enquanto a cerimonialista atua como o “maestro” que organiza os fornecedores e a logística da festa, a celebrante é quem conduz o momento da cerimônia.

Dentro desse papel, existem vertentes diferentes. O casal pode optar por um líder religioso, por um juiz de paz (que garante os direitos legais) ou pelo celebrante social afetivo.

“A primeira pergunta é como o casal deseja viver esse momento do casamento e o que ele entende que é o casamento”, destaca.

Foco na história do casal

O diferencial da cerimônia afetiva é colocar a vivência dos noivos no centro do roteiro. A tendência reflete uma busca por experiências únicas, independentemente de orientação sexual ou histórico religioso. O formato mantém tradições como cortejo, troca de alianças e votos, mas com um texto criado do zero.

“Você vai ter ali como se fosse uma escritora particular para a tua história de amor, e você vai compartilhar com os convidados que estão ali esse momento”, explicou Andresa. Segundo ela, o objetivo é fazer com que “o casal celebre o amor contando o que viveu e trazendo as pessoas mais para perto”.

Ao criar discursos sobre união, o casamento afetivo muitas vezes atua como um ponto de pacificação. Andresa relembrou uma união homoafetiva marcante em Santarém, onde havia resistência inicial de familiares. O tema escolhido para a cerimônia foi o poder de aproximação do afeto, sob o lema “o amor cura”.

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O resultado foi uma quebra de preconceitos que emocionou todos os presentes e pegou a própria celebrante de surpresa.

“Foi a primeira vez que eu copiosamente chorei, que eu parei a cerimônia”, relatou Andresa. O clima de comoção foi tão geral que uma das noivas resumiu a cena no altar: “Ela pode chorar porque tá todo mundo chorando, até o garçom tá chorando”.

Para conferir a entrevista completa, conhecer mais detalhes sobre o mercado de casamentos na região e conferir todos os bastidores do trabalho de Andresa Escarano, assista abaixo ao vídeo na íntegra ou no canal oficial da TV JC no YouTube.

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