Jeso Carneiro

MPF quer proteção a morador de assentamento

Júnior José Guerra: jurado de morte
Júnior Guerra: jurado de morte e sem proteção

O MPF (Ministério Público Federal), através de procuradores que atuam em Santarém e Altamira, voltou a enviar ofícios com carimbo de urgente à Polícia Federal, para o Programa Estadual de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos do Pará (PEPDDH) e para a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

No documento, o MPF requisita força policial para proteger a vida de Júnior José Guerra, morador do Projeto de Assentamento Areia, em Trairão, e ameaçado de morte por denunciar madeireiros que atuam ilegalmente na região.

O PEPDDH já recusou proteção à Júnior Guerra no ano passado.

“Solicitamos uma reavaliação urgente do caso com base em novas provas”, diz o novo pedido do MPF, datado de 03 de fevereiro. As novas provas apresentadas foram atas de assembléias da associação dos assentados, que mostram a participação de Júnior como liderança.

Guerra não foi incluído no programa depois do primeiro pedido do MPF – em outubro de 2011 – porque ele não foi considerado como liderança do Assentamento Areia.

Para o MPF, essa conclusão é equivocada e ele deve receber a proteção do Pepddh. Enquanto isso não se resolve, no entanto, os procuradores da República que atuam no caso pediram que a Polícia Federal destaque agentes para fazer a segurança de Júnior Guerra.

Leia mais em MPF pede novamente proteção para Júnior Guerra, ameaçado por madeireiros em Trairão.

Leia também Eu recomendo, para entender o caso.

Sair da versão mobile