Jeso Carneiro

Ufopa aprova cotas para pessoas trans e se integra a movimento nacional contra exclusão no ensino superior

Ufopa aprova cotas para pessoas trans e se integra a movimento nacional contra exclusão no ensino superior
Campus Tapajós da Ufopa, em Santarém (PA). Foto: reprodução

O Conselho Universitário (Consun) da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) aprovou, nesta quinta-feira (13), a criação de um sistema de cotas destinado ao ingresso de pessoas trans na instituição.

O JC apurou que a medida, referendada pela instância máxima de decisões colegiadas da universidade, passará agora por revisão técnica antes de ser publicada e oficialmente validada para os próximos processos seletivos.

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A decisão da Ufopa alinha a Amazônia a uma urgente tendência nacional de reparação histórica. Segundo dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), apenas 0,3% da população trans no Brasil consegue ter acesso ao ensino superior.

Diante dessa exclusão severa, que impacta o desenvolvimento e a inserção no mercado de trabalho, diversas universidades públicas têm instituído a reserva de vagas para pessoas trans e travestis.

Na última década, o acesso ao ensino superior brasileiro por meio de ações afirmativas tem se popularizado e expandido para novos recortes sociais. O movimento de cotas para a população trans teve início em 2018, encabeçado de forma pioneira pela Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB).

Desde então, instituições de peso de diferentes regiões — como a Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Universidade Federal Fluminense (UFF) — também abriram suas portas por meio de resoluções semelhantes.

Expansão e consolidação

Criada em 5 de novembro de 2009 e com sede em Santarém, no oeste paraense, a Ufopa desponta como uma das maiores universidades federais da região amazônica. A instituição tem reforçado o compromisso de democratizar o acesso à ciência e à educação.

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A aprovação da cota trans se somará ao sistema de políticas afirmativas já em vigor na universidade, que atualmente contempla:

Com a publicação iminente da nova resolução, a Ufopa detalhará os percentuais e as regras de aplicação da cota trans, consolidando mais um passo na transformação do perfil estudantil do ensino superior público e garantindo oportunidade a grupos historicamente marginalizados.

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