O Lamento do Rei
Ele chegou zombando de mim
Dizendo que tudo começou por ela,
Quando brincava de balançar a janela,
Ela só queria se sentir de alguém.
Pedirei então que fique comigo,
Ainda que ao toque ela fuja de mim.
O mar que a esconde e molha seus cílios
É o espelho brilhante que eu vou seguir.
Sou o sol, eu sou só, sozinho eu sou,
Sou claro o que sou, sei que eu sou claro,
Eu sou o sol, eu sou só.
Sou o sol, eu sou só, sozinho eu vou
Soberbo que sou, mas sempre só,
Eu sou o sol, eu sou só.
Manjar de luz… é doce a lua,
Que, ligeiramente, à tardinha me olha,
Trilhando o caminho do amor se molha
Ao viço do vento veloz vendo-a nua.
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Somos amigos há mil estações,
Então lhe peço, releve o ressentimento,
Que é desalinho em meu coração,
Esse teu romance com ela, bom vento!
Sou o sol, eu sou só, sozinho eu sou,
Sou claro o que sou, sei que eu sou claro,
Eu sou o sol, eu sou só.
Sou o sol, eu sou só, sozinho eu vou
Soberbo que sou, mas sempre só,
Eu sou o sol, eu sou só.
Difícil é vê-la por aí à toa,
Meu pobre querer sobrevive no amanhecer,
Quando eu for dormir dar-lhe-ei boa noite!
É tudo o que eu posso fazer por você.
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De Neco Ney, compositor, cantor e poeta santareno, atualmente residente em em Brasília.
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