Indomável ser
São meio-dia e meia
Nos meus olhos solidão
Não escrevo sonetos soturnos
Mas canto uma canção deserta
(aberta para te dizer do quanto te quis)
Mesmo assim
A tarde traz-me o travor dos araçás
O vento beija-me algoz e voraz
Como se quisesse me esquecer…
São dois tempos de agonia
Sem óleo do motor
Mas o sabor de ser feliz
Está na língua de um dragão
Bem na hora do Sol se por…
Indomável ser – horizonte querer
Óndio que me habita eternamente
Antes mesmo de eu nascer.
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De Eduardo Dias, poeta amazônico nascido em Óbidos.
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