Poetas amazônicos

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Indomável ser

São meio-dia e meia
Nos meus olhos solidão
Não escrevo sonetos soturnos
Mas canto uma canção deserta
(aberta para te dizer do quanto te quis)

Mesmo assim
A tarde traz-me o travor dos araçás
O vento beija-me algoz e voraz
Como se quisesse me esquecer…

São dois tempos de agonia
Sem óleo do motor
Mas o sabor de ser feliz
Está na língua de um dragão
Bem na hora do Sol se por…

Indomável ser – horizonte querer
Óndio que me habita eternamente
Antes mesmo de eu nascer.

– – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –

De Eduardo Dias, poeta amazônico nascido em Óbidos.

Leia também dele:
Flor do sexo.


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One Response to Poetas amazônicos

  • “Mesmo assim
    A tarde traz-me o travor dos araçás
    O vento beija-me algoz e voraz
    Como se quisesse me esquecer…”

    Que dizer? Demaiiiiiiiiiisssssssssss

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